Metallica: faltava mulher no público deles antes do Black Album, diz Matt Sorum
Por Igor Miranda
Postado em 30 de agosto de 2021
O baterista Matt Sorum compartilhou algumas reflexões sobre o Metallica em entrevista ao Desert Sun. O ex-integrante do Guns N' Roses, The Cult e de outros grupos afirma que a banda de thrash metal tinha um problema antes de lançar o álbum homônimo, de 1991, também conhecido como "Black Album": a falta de fãs mulheres.
Sorum testemunhou, de perto, a diferença do Metallica antes e depois do "Black Album". O The Cult, que contava com o baterista na época, foi atração de abertura da banda de metal durante a turnê "Damaged Justice", que promovia o álbum "...And Justice For All" (1988). Depois, o Guns, com Matt, fez uma tour como co-headliner ao lado do grupo thrash.
"Garotas não conseguem dançar ouvindo '...And Justice For All', do Metallica. Garotas também precisam gostar do som. Bandas como Def Leppard têm uma plateia 90% composta por garotas. Quando você ia assistir a um show do Metallica antigamente, 99% dos presentes eram homens. Quando eles fizeram o 'Black Album', o resto foi história - e eles ainda estão aí", afirmou.
Ainda durante o bate-papo, o baterista falou sobre o conflito velado entre Guns N' Roses e Metallica na turnê de 1992. As duas bandas estavam no auge da fama naquele momento - e disputavam, ainda que de forma não-declarada, qual delas poderia ser a maior.
"A intenção de Axl (Rose, vocalista do Guns N' Roses) era dominar o mundo e ele não tinha medo de falar isso. Então, Lars Ulrich (baterista do Metallica) apareceu e ele queria dominar o mundo. E nós estávamos tipo: 'vocês vão ter que abrir nosso show, pois queremos dominar o mundo'. Eles eram muito competitivos conosco", disse.
Em meio a tudo isso, o Guns passava por seus próprios problemas. A banda estava rachando internamente por questões ligadas a dinheiro e, especialmente, vícios em álcool e drogas. Embora estivesse no grupo há menos tempo, Sorum também lidou com os problemas ligados à dependência química.
"Nunca me considerei um alcoólatra do tipo furioso porque eu era do tipo: 'olha esses caras, eles são piores que eu; não sou alcoólatra, só bebo depois do show'. Eu sentia que aquilo deveria acabar. No fim, estava exausto, acabado, chegava em casa após uma turnê gigante e era tipo: 'oh, Deus, não consigo parar de beber, sou um alcoólatra, o que eu faço?'", declarou.
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