Xfears: em seu disco de estreia, banda mescla peso, técnica, feeling e competência
Por Mateus Ribeiro
Postado em 03 de agosto de 2021
A banda brasileira de prog metal XFEARS está prestes a lançar seu primeiro disco de estúdio. Intitulado "The First" (em português, "O Primeiro"), o trabalho será lançado oficialmente no dia 1 de agosto, no canal oficial da banda e no dia 15 de agosto, estará disponível no formato físico e nas plataformas digitais.
Por se tratar de um álbum de metal progressivo, é quase automático imaginar que "The First" apresenta músicas excessivamente longas e intrincadas, dois fatores que costumam afastar quem não é fã do estilo. Felizmente, não é o caso, já que a composição mais longa do álbum tem pouco mais que 7 minutos (tempo curto para os padrões do prog) e apesar de complexas, as faixas do debut não são "músicas apenas para músicos", o que é um ponto pra lá de positivo.
Ao longo de seus 41 minutos de duração, "The First" mescla peso, técnica, feeling e competência. A sonoridade apresenta influências de grandes nomes do rock/metal progressivo, como Rush, Dream Theater, Queensryche e Symphony X. Mas calma, o trabalho da XFEARS não se resume apenas em um apanhado de referências, já que a banda fez um disco autêntico e que não soa como uma simples cópia dos grupos citados.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Após uma curta introdução, o disco começa com "Take Control", que cumpre muito bem o seu papel como faixa de abertura: pesada, envolvente e sem tempo para enrolação, a segunda música abre caminho para o principal destaque do disco, a ótima "Hell Is Here".
Lançada no início de julho como single, "Hell Is Here" é mais próxima do heavy tradicional e é o tipo de música que gruda na cabeça na primeira audição, o que definitivamente, não é algo muito comum para um grupo de metal progressivo. O ponto alto da música é seu refrão, que sem dúvidas, funcionará muito bem nas futuras apresentações ao vivo da banda. Vale destacar também a ótima letra de "Hell Is Here", um retrato fiel do momento infernal que vivemos atualmente.
"No Regrets" começa com um andamento pesado e tenso, mas o clima nublado da vai ficando "ensolarado" a partir da metade da música, que em alguns momentos, remete ao período "noventista" do Dream Theater.
É claro, óbvio e evidente que não poderia faltar uma balada em "The First" e a excelente "I See" cumpre muito bem o papel. Carregada de sentimentos, a quinta faixa é emotiva, tocante e mostra que os brutos também amam( e conseguem se declarar através de obras românticas).
Se o melhor refrão do álbum é o de "Hell Is Here", a medalha de prata fica com a excelente "Endeavour". Na visão deste humilde redator, o refrão da referida música soou como uma versão (bem mais) pesada da clássica "Separate Ways (Worlds Apart)", clássico do Journey. Uma ótima referência que foi muito bem colocada em uma ótima composição.
Outro grande destaque, que também já havia sido lançado como single, é o cover para "Believe In Nothing", do Nevermore. Sem inventar moda, a XFEARS criou uma releitura fiel que certamente, deixaria o saudoso Warrel Dane orgulhoso.
Depois de outra breve introdução ("Prelude To Pain"), o álbum chega ao último ato, "The Worst Pain", que é, de longe, a canção mais indicada aos fãs "die hard" do prog metal. Pesada, com mudanças de andamento e tempos quebrados, "The Worst Pain" é um banquete para quem gosta de músicas mais complexas e encerra o primeiro trabalho da XFEARS com maestria.
"The First" é um ótimo trabalho de estreia de uma banda formada por músicos muito experientes, que desempenharam ótimos papéis. Resumindo em poucas palavras, trata-se de um álbum de prog metal que vai agradar não apenas os fãs do estilo, mas também quem gosta de música pesada e bem feita.
Depois de ouvir o álbum algumas vezes, tenho a certeza e a esperança de que o trabalho de estreia da XFEARS é "The First From Much Albums" ("O primeiro de muitos álbuns"). Aperte o play sem medo de ser feliz.
Faixas
"XFears-Intro"
"Take Control"
"Hell Is Here"
"No Regrets"
"I See"
"Endeavour"
"Believe In Nothing" (cover do Nevermore)
"Prelude To Pain"
"The Worst Pain"
Formação
Gabriel Carvalho (teclado e vocal)
Marcelo Monteiro (guitarra)
Gilmar Cazagrande (guitarra)
Ricardo Roque (baixo)
Douglas Polent’s (bateria)
Para mais informações, acesse o perfil da banda no Instagram.
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