O álbum do Sepultura que merecia mais atenção, na opinião de Paulo Jr
Por Igor Miranda
Postado em 04 de setembro de 2021
O Sepultura está na estrada há quase quatro décadas e tem 15 álbuns de estúdio lançados até então. Como acontece com toda banda que se mantém na ativa por tanto tempo, a discografia do grupo brasileiro conta com trabalhos mais - ou menos - citados entre os favoritos dos fãs.
A primeira década de existência do Sepultura, com álbuns como "Arise" (1991), "Chaos A.D." (1993) e "Roots" (1996), ainda é a de maior sucesso em termos de vendas de discos. Os trabalhos mais recentes, como "Machine Messiah" (2017) e "Quadra" (2020), também têm obtido boa repercussão e elogios.
Mas qual seria o trabalho mais subestimado? Em entrevista ao jornalista Marcelo Vieira, o baixista Paulo Jr revelou o álbum que, em sua opinião, merece mais atenção por parte do público.
"Acho que o 'Roorback'", respondeu, citando o álbum de 2003, que traz músicas como "Apes of God", "Mind War" e "Come Back Alive". "É um disco mais obscuro, né? Inclusive eu gostaria muito de voltar a tocar músicas dele", completou.
Paulo destacou não saber, ao certo, por que "Roorback" não conquistou a devida repercussão. "Não sei se na época foi mal trabalhado; de repente era aquela mutação toda que estava acontecendo na indústria. Mas é um disco que acho que dá pra resgatar bastante coisa", disse.
Em seguida, o baixista citou outro álbum que o surpreendeu em uma audição recente: "Dante XXI" (2006), justamente o sucessor de "Roorback". "A gente tocou algumas coisas do 'Dante XXI' na última turnê e quando você começa a reouvir tudo depois de tanto tempo, vê que tem muita coisa interessante guardada", afirmou.
Como há músicas boas em todos os álbuns, na visão de Paulo Jr, é "difícil pra c***lho" montar um repertório para um show do Sepultura. "A gente já vai começar a turnê do 'Quadra' tocando mais da metade do disco. A gente nunca tocou meio disco num início de turnê", refletiu.
Na volta aos palcos, o Sepultura planeja exaltar sua fase atual, representada por "Quadra" e "Machine Messiah". Ainda assim, Paulo, vez ou outra, sugere alguma música "esquecida" para compor o setlist dos shows.
"Ambos 'Quadra' e 'Machine Messiah' têm muito a ver com essa nova era do Sepultura, principalmente na parte percussiva. Tem muita coisa que eu já dei ideia (de tocar), e os caras disseram: 'não, essa música, não'. Aí começa a briga. Então tá bom, f*da-se", concluiu, aos risos.
A entrevista completa pode ser conferida no site do jornalista Marcelo Vieira.
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