Alice Cooper não sabia onde começava ou terminava seu personagem enquanto drogado
Por Emanuel Seagal
Postado em 30 de dezembro de 2021
Alice Cooper foi entrevistado por Ian Fortnam, da revista Classic Rock, pouco antes de um show no Mississipi, cerca de um mês após iniciar sua turnê norte-americana promovendo o álbum "Detroit Stories". No bate-papo ele falou sobre como se mantém em forma e como é viver um personagem no palco, e as dificuldades de se distanciar dele, na época em que bebia e usava drogas. Confira alguns trechos da entrevista abaixo.
Classic Rock: "Nos shows você habita o personagem Alice, que está muito longe de sua personalidade relativamente moderada fora do palco, o que deve ser uma experiência catártica. Você acredita que quando você não tem essa experiência, isso afeta seu humor? Os fragmentos de Alice começam a infectar sua personalidade normal?"
Alice Cooper: "Não, posso ligar e desligar Alice à vontade. Eu costumava ser muito diferente, quando bebia e usava drogas, não sabia onde eu começava e onde Alice terminava. Então eu vivi naquele caos por um bom tempo. Quando fiquei sóbrio, pude separar os dois; Poderia estar falando sobre um filme quando a cortina subisse, e, no momento em que viro da esquerda para a direita, me tornar Alice. É uma postura, cérebro, olhar diferente, tudo. Quando a cortina baixar e o público não estiver mais aqui, voltarei a falar sobre o filme como eu mesmo. Posso ligar e desligar o personagem. Isso é algo que tive que aprender a fazer."
Classic Rock: "A adolescência, fazendo parte da equipe de corrida da sua escola, moldou o homem em que você se tornou, e correr ainda é grande parte daquilo que o mantém em forma hoje?"
Alice Cooper: "É engraçado você perguntar sobre isso, porque durante quatro meses antes de entrarmos em turnê, eu corro de três a cinco quilômetros por noite e volto direto para o cross country e treino de corrida. Então quando chego ao palco, estou em muito boa forma. Tenho quase setenta e quatro anos e tenho muita sorte de não ter nenhum problema físico e, durante o show, me sinto ótimo."
No início do mês Alice Cooper anunciou uma turnê com o Buckcherry para os meses de março e abril, que contará com a participação de Ace Frehley (Kiss) em alguns shows. Assista abaixo o videoclipe gravado para "Social Debris", faixa do disco "Detroit Stories".
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As 5 maiores bandas da história do heavy metal, em lista da Forbes
Eloy Casagrande anuncia ter finalizado suas partes para o próximo álbum do Slipknot
U2 anuncia quarto e último show no Brasil da Tour The Greatest Show On Earth 2027
Neil Peart, David Gilmour e Sid Wilson não concordam sobre o maior baterista do mundo
Regis Tadeu aponta problema no show do Iron Maiden e explica atitude do atual baterista
Falta de dedicação teria afastado o baterista Nick Menza do Slayer, segundo Kerry King
Por que James Hetfield do Metallica foi expulso de sua própria casa, segundo o próprio
A cantora que usou música do Slayer para combater o patriarcado
Kiss anuncia documentário oficial sobre a turnê "End of the Road"
A música favorita de Pete Townshend, do The Who; "É tudo o que eu gostaria de fazer"
Os 50 artistas de rock e metal mais ouvidos de todos os tempos no Spotify
David Ellefson comenta relação entre "Go to Hell", do Megadeth e "Enter Sandman", do Metallica
A faixa de "Reign in Blood" que Tom Araya não é muito fã
O cover que o Black Sabbath mais tocou ao vivo durante toda a carreira
"Ozzy & Black Sabbath: Back To The Beginning" ganha versões físicas em dezembro

A música que Jon Bon Jovi nunca cantaria, segundo Desmond Child
Os três álbuns de estúdio que Alice Cooper não lembra de ter gravado
Alice Cooper considera o vício em drogas um tipo de possessão
Alice Cooper reconhece sua influência na cena death metal
A melhor música de glam rock de cada ano dos anos 1970, segundo a Loudwire
Alice Cooper, o cantor, lembra o fim de Alice Cooper, a banda
Hair metal: os 50 melhores álbuns de todos os tempos, segundo a Rolling Stone
Fascínio pelo terror: Cinco bandas que dão medo


