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Perrengues do rock: "minas da Nervosa dormiram em cima de papelão no backstage"

Por Emanuel Seagal
Em 22/02/22

Lucas "Moita" Steinmetz, do canal HeavyTalk, participou de um bate-papo no Ibagenscast, com Manoel Santos e Caio Maranho Maia, onde falou sobre suas experiências acompanhando bandas em turnê. Ao ser questionado se as bandas passam por muitos "perrengues" na estrada, ele comentou as dificuldades da turnê do Tierramystica ao lado dos holandeses do Epica, e as dificuldades da banda Nervosa na estrada.

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"Nossa, vocês não fazem ideia. A primeira turnê que eu fiz foi em 2010 com o Tierramystica, que abriu quatro shows do Epica. É óbvio que por uma questão de marketing e de esperteza a gente fala 'estamos em uma turnê com o Epica, estamos viajando com o Epica', mas é lógico, os caras por cima e a gente por baixo. O primeiro show foi em Porto Alegre, foi uma experiência incrível e tremendamente exaustiva. Quando a gente voltou, parecia que tínhamos tomado uma surra. Eu tinha 20 anos, nunca tinha saído em turnê na minha vida, e foi um soco de realidade, e isso que uma turnê só de quatro shows, fiz lá meu trampo e voltei pra casa. No dia seguinte fomos a Curitiba, eram 8 horas de viagem. O Tierramystica tem sete integrantes, tinha mais um técnico de som, um tour manager, o técnico da bateria e eu. Éramos 11, mais o motorista, que era um só também. Doze pessoas em uma van que cabia 15, mais instrumentos pra caralho. Tinha guitarra, um monte de coisa no espaço de passageiro, porque não cabia tudo no reboque", relembrou.

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Já no início da jornada Lucas sentiu que não seria fácil. Após algumas horas de viagem ele acordou de um cochilo com 39 graus de febre. Para sua sorte um dos integrantes da banda é médico e outro farmacêutico, e após medicado, ele melhorou rápido. "Chegamos em Curitiba as 11 da manhã, após viajar de madrugada, e a passagem de som era as 5 da tarde. Não tínhamos onde ficar, então ficamos na casa que um fã do Tierramystica, que tinha um amigo com uma casa em um condomínio, emprestou pra gente por uma tarde pra gente poder dormir. Almoçamos, dormimos 3 horas e fomos pro local do show. Foi lá, fez o show, teve o show do Epica, a banda fica até mais tarde pra vender merchandise, assinar, tirar foto, etc. As 2 da manhã fomos de Curitiba direto pra São Paulo. Não dormimos em Curitiba, chegamos em São Paulo as 7 da manhã, tomamos um café, e, 'vamos dormir aonde?' No camarim do Via Funchal, que é praticamente um apartamento. Tem uns sofás lá, não tinha cama nem nada. Tinha dois chuveiros e dois sofás. 'Reveza e dorme aí'. Mesmo lance, chegamos as 7 da manhã, tomamos um café, fomos pro camarim as 9 da manhã, que o Via Funchal já estava aberto GRAÇAS A DEUS, e a passagem de som era lá pelas 5 da tarde. Mesmo rolê, acabou o show as 2 da manhã e vai pro Rio de Janeiro. Não se hospeda, nossa casa era a van e onde tinha lugar pra ir dormindo, e um desgaste né, pega equipamento, tira tudo da van, coloca tudo na van, encaixa, é um 'Tetris' pra caber os equipamentos lá dentro, e é um INFERNO viajar com banda. É maravilhoso, mas é horrível porque ninguém cala a boca. A gente tá rindo o tempo todo, mas não consegue descansar, porque tem sempre um filho da put* que quer dar uma de engraçadão e acaba com o sono de todo mundo."

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A volta foi viagem mais extensa, "22 horas dentro de uma lata de metal com rodas. Não tem espaço pra claustrofobia. A gente começou a viagem às 10h da manhã e eu já falei, 'porr*, cara, eu tô aqui entrando numa van e só vou sair nesse mesmo horário amanhã. Não tem o que fazer, é estrada, estrada, estrada, e era 2010. A Internet era uma bosta, a bateria de tudo durava pouco, de notebook, essas coisas. Jogando 'cobrinha' no celular, o que tiver. Foi punk, é muito perrengue. Nessas eu já tive que dormir no chão. Uma vez eu viajei com uma banda e rolou uma chuvarada, molhou tudo, não tinha cueca extra, porque esqueci de levar, velho. Fiquei lá, de cueca molhada, peguei uma puta gripe na volta. Comer mal, dormir mal. O técnico de som de uma banda com a qual viajei uma vez, em São Luis, acho que foi, comeu uma ostra que quase assassinou ele. Ficou mal por meses por causa daquela ostra. Então, assim, não é pra qualquer um, é muito suor. Lógico que é gratificante estar no palco e ter milhares de pessoas te assistindo, mas é um trabalho que se o fã soubesse ele iria comprar o merchandise por reconhecer esse esforço."

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Ele concluiu afirmando que o lado difícil das turnês deveria ser de conhecimento dos fãs, e citou o caso da banda Nervosa. "As minas já tiveram que dormir em cima de papelão em backstage, cara. A Fernanda Lira (ex-Nervosa, Crypta), já teve que botar um colchonete no chão da van pra dormir, pra ter um espaço."

Confira o bate-papo completo no player a seguir.

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Sobre Emanuel Seagal

Descobriu o metal com Iron Maiden e Black Sabbath até chegar ao metal extremo e se apaixonar pelo doom metal. Considera Empyrium e X Japan as melhores bandas do mundo, Foi um dos coordenadores do finado SkyHell Webzine, escreveu para outros veículos no Brasil e exterior, e sempre esteve envolvido com metal, seja com eventos, bandas, gravadoras ou imprensa. Escreve para o Whiplash! desde 2005 mas ainda não entendeu a birra dos leitores com as notícias do Metallica. @emanuel_seagal no Instagram.

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