A extravagante performance de Nasi que chamou atenção de Scandurra nos primeiros shows
Por Gustavo Maiato
Postado em 25 de março de 2022
Os dois nomes mais famosos por trás da banda Ira! são os do vocalista Nasi e o do guitarrista Edgard Scandurra. Em um vídeo no seu canal oficial no YouTube, Scandurra relembrou como conheceu seu amigo e contou histórias hilárias, como certa vez em que uma performance extravagante do cantor chamou muito sua atenção.
"Conheci o Nasi em 1978. Lembro que estava passando um documentário no MASP sobre o punk no Brasil. Nessa época, eu só pensava nisso. Acho que estava com o Regis Tadeu. Muitos achavam que punk era coisa de quem não sabia tocar. Na saída desse documentário, o Nasi estava lá e fui apresentado a ele. Nós estudávamos no mesmo colégio, mas em horários diferentes. Eu repeti o ano e meus pais me mandaram fazer um curso técnico, mas ainda frequentava a escola antiga. Na época, eu tinha uma banda chamada Subúrbio. Em 1980, decidi voltar para a escola antiga e reencontrei o Nasi e meus outros amigos. Tinha um barzinho que o Subúrbio tocava direto. Nessa época, éramos um trio. Em uma das apresentações, o Nasi estava na plateia e convidei ele para uma participação. Ele cantou muito bem Ramones e Sex Pistols. Em outro festival no mesmo ano, o Nasi tocou de novo com a gente. Mostrou uma baita performance, enfiou a cabeça no bumbo da bateria, ficou ajoelhado e tudo mais (risos)! Eu estava tocando e achei ele bem solto. Na sequência, precisei entrar para o Exército. Todos estavam terminando a escola e a banda acabou", contou.
Em outro trecho, Edgard Scandurra explicou como foi o primeiro show já com o nome de Ira! e disse que se não fosse por Nasi a banda jamais teria ido para frente.
"Outra vez, encontrei o Nasi em um ponto de ônibus e ele me disse que estava querendo montar uma banda para tocar em um festival de punk. Nessa ocasião, já era o Ira! tocando, além de outros artistas. Foi o primeiro show oficial do Ira!. O Nasi passou a levar muito a sério o projeto da banda. Eu fiz aquele show e me afastei da banda. Começamos a nos encontrar mais. Eu ia muito na casa dele, fiquei muito amigo da família dele. Ele acreditou muito, se não fosse o Nasi, o Ira! não ia existir. Foi ele quem acreditou no som e correu atrás", disse.
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