Paul Stanley acha que os 44 bilhões deveriam ser usados para erradicar a fome no mundo
Por Bruce William
Postado em 27 de abril de 2022
Como já foi amplamente divulgado pela mídia, Elon Musk - fundador da Tesla e da SpaceX e o homem mais rico do mundo – deverá se tornar o novo proprietário do twitter, site de mídia social que hospeda mais de 200 milhões de usuários.
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E Paul Stanley, do Kiss, foi uma dos rockstars que se manifestou, assim como seu colega de banda, Gene Simmons. Mas enquanto Gene adotou uma postura mediadora, dizendo "Elon Musk agora é o orgulhoso proprietário do Twitter. Liberdade de expressão, importante. Mas, discurso de ódio, desinformação factual (mentiras) não devem fazer parte disso, na minha humilde opinião. Boa sorte para Elon", Paul seguiu um caminho diferente:
"Talvez eu tenha perdido alguma coisa (por favor me diga), mas ao invés de financiar uma aquisição pessoal, nosso mundo não seria melhor se 44 BILHÕES DE DÓLARES fossem usados para erradicar a fome no mundo? Curar o câncer? A lista é longa e as possibilidades infinitas", disse.
Mas até mesmo colegas de profissão não concordaram com as palavras de Paul, como Zach Myers, guitarrista do Shinedown, que postou uma resposta no próprio post do vocalista/guitarrista do Kiss: "Paul... isso não é nosso trabalho e mesmo com 44 trilhões você não conseguiria acabar com a fome no mundo".
Outro que também tem suas dúvidas é Tim "Ripper" Owens, ex-Judas Priest, que escreveu: "É legal você morar em uma casinha pequena e a maior parte do seu dinheiro seguir para acabar com a fome no mundo. Isso é incrível. Em vez de fãs comprarem qualquer coisa sua, façam doações para a caridade".
Mas alguém concordou com Paul: Phil Rind, frontman do Sacred Reich, que comentou: "Essas pessoas não se importam. Alguém precisa de um iate de US$ 500 milhões? As pessoas precisam de casas de US$ 100 milhões? Esses caras nem querem deixar seus trabalhadores se sindicalizarem porque podem ter que pagá-los dentro da lei. A fome no mundo? A falta de moradia? Esses são problemas dos outros. Todo o poder ao povo".
Em outubro passado, David Beasley, diretor do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PAM), disse à CNN que seriam necessários apenas "US$ 6 bilhões para ajudar 42 milhões de pessoas que literalmente vão morrer", e que bilionários - citando especificamente os dois homens mais ricos do mundo, Musk e Jeff Bezos - precisam "dar um passo à frente agora, uma única vez". Quando o artigo da CNN foi compartilhado no Twitter, Musk respondeu que venderia ações da Tesla se o PMA pudesse fornecer um plano para acabar com a fome mundial por US$ 6 bilhões. Mas Beasley depois esclareceu que ele nunca quis dizer que Musk poderia realmente resolver a fome no mundo com tal doação, mas que o dinheiro definitivamente poderia ter ajudado milhões. "US$ 6 bilhões não resolverão a fome no mundo, mas impedirão a instabilidade geopolítica, a migração em massa e salvarão 42 milhões de pessoas à beira da fome", twittou Beasley.
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