Como Kurt Cobain, do Nirvana, encarava ser chamado de vendido após "Nevermind"
Por André Garcia
Postado em 22 de abril de 2022
Kurt Cobain cresceu na pequena cidade de Aberdeen, onde bem cedo descobriu o punk rock. Ao longo de sua adolescência, ele seguiu os radicais e inflexíveis ideais punks, como o desprezo por artistas mainstream que ficavam milionários vendendo milhões de cópias — artistas esses imediatamente rotulados como "vendidos".
No entanto, ironicamente, foi exatamente isso que aconteceu com ele: o "Nevermind"(1991) em pouco tempo levou o Nirvana de quase anônimo ao topo das paradas da Billboard, desbancando Michael Jackson. Vendendo dois milhões de cópias, trouxe fama e dinheiro a Kurt Cobain, o colocando justamente naquela posição que ele tanto desprezava.
Assim, o que dizia o líder do Nirvana da acusação dos jovens e idealistas fãs de punk de que após "Nevermind" ele era um vendido? Conforme publicado pela Kerrang, a resposta dele foi: "Eu não culpo o típico garoto de 17 anos do punk rock por me chamar de vendido. Eu entendo. Talvez quando eles crescerem um pouco, perceberão que a vida é mais que viver seus ideais rock 'n' roll tão a ferro e fogo."
Desconfortável com as vendagens de "Nevermind", Kurt tentava relativizar seu sucesso o comparando com o de outras bandas: "Nós podemos ter vendido dois milhões de discos, mas o Poison, que para mim não passa de uma b*sta, vendeu sete ou 12 milhões. Eu não sei exatamente quanto, mas vendeu muito mais."
"Vender 10 milhões te faz pensar… há mesmo tanta gente assim que realmente gosta da banda? A resposta é não. Aquilo apenas virou uma modinha. Talvez dois milhões realmente curtam. Mas eu estou feliz com dois milhões. Como eu poderia reclamar disso? No começo eu estava convencido de que apenas algumas centenas se identificariam com a gente."
O interesse por "Nevermind" não diminuiu com o passar dos anos, nem com a morte de Kurt e nem com fim do movimento grunge. Em três décadas, a marca de 10 milhões citada pelo vocalista foi ultrapassada apenas nos Estados Unidos.
Totalizando 16,7 milhões de cópias certificadas, "Nevermind" está em trigésimo na lista dos álbuns mais vendidos da história. Em vendas estimadas, está empatado em 30 milhões com obras como "The Wall" (1979), "Brothers in Arms" (1985), "Supernatural" (1999) e "Appetite for Destruction" (1987).
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