A fundamental diferença entre Paulo Ricardo e Schiavon que levou RPM ao fim
Por Gustavo Maiato
Postado em 21 de maio de 2022
O RPM marcou a história do rock nacional e é famosa até os dias de hoje não só por hits como "Rádio Pirata" e "Alvorada Voraz", mas por ter sido uma das bandas que mais vendeu discos na história do país.
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Em entrevista recuperada pelo Podcortes Retrô concedida na década de 1990, Paulo Ricardo explicou os motivos que levaram o RPM a acabar na época. Segundo o músico, tudo estava bem com a banda, que passava por uma excelente fase.
"Nós tínhamos um determinado plano. O rock do Brasil quando começamos era para poucas pessoas. Não era algo popular. A ideia era em 10 anos vender 100 mil cópias. Em 2 anos, vendemos mais de 3 milhões. Isso tudo acelerou um processo que teria uma determinada velocidade. O nosso disco ao vivo foi o estouro pirata de ‘London, London’. Não havia plano de gravar, mas estourou. Então, tínhamos músicas novas, aí gravamos. Era tipo US$ 1 por cópia vendida que ficava de royalties para o conjunto. Ficou vendendo bem por 1 ano", disse.
O problema começou justamente por causa desse sucesso, que levou cada integrante a sentir confiança de voar com suas próprias asas. Para Paulo Ricardo, a diferença fundamental entre ele e o tecladista Luiz Schiavon no que diz respeito ao direcionamento musical da banda levou o grupo ao fim na ocasião.
"O que aconteceu foi que cada um de nós se sentiu muito seguro. Todos se garantindo muito. O nosso ex-baterista P. A. resolveu cantar. O Luiz Schiavon queria levar para um lado tecno, com uma música menos natural e rock. Nesse momento de decisão, houve esse racha. Eu e o Nando queríamos guitarras, o Schiavon queria algo mais frio. Acho que existiu um projeto, e naquele momento, todos concordavam. A partir daí, o grupo precisava evoluir. Eu e o Nando queríamos algo mais pesado, com o teclado com mais swing, meio blues. Ao invés do tecno pop que marcou os anos 1980. O Luiz, como tecladista, se sentiu diminuído. Aí, aconteceu um racha", concluiu.
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