Engenheiros do Hawaii: Licks revela a curiosa criação do solo de "Era um garoto..."
Por Bruce William
Postado em 02 de agosto de 2022
Durante uma live realizada no dia 27 de julho no canal @Pitadas do Sal, Augusto Licks, que foi guitarrista do Engenheiros do Hawaii, fala sobre a gravação dos solos da música "Era um garoto que como eu amava Os Beatles e Os Rolling Stones", lançada pela banda em seu álbum "O Papa É Pop" de 1990.
Engenheiros Do Hawaii - + Novidades
Na ocasião, estavam presentes Ariston Sal Junior, do fã-clube Além dos Outdoors, Nilson Batista, que foi roadie de Carlos Maltz e o historiador de Rock Nacional Júlio Ettore, que postou o corte deste trecho em seu canal do youtube.
Augusto começa contando que fez um solo mesclando trechos de hinos, e Júlio diz que listou a ordem conforme aparece na biografia do guitarrista, mas uma pessoa entrou em contato com ele dizendo que havia faltado o hino do Rio Grande do Sul, e Augusto confirma: "Ela estava certa, a biografia e eu mesmo já nem lembrava disso! Eu tive que parar pra escutar, eu tenho o hino na cabeça e tive que rever" revela, enquanto faz sinal de estar tocando a música.
Em seguida, ele conta: "Quando gravei, fiz como se fossem duas guitarras, então quando eu tocava um trecho de uma guitarra de um lado do canal, no trecho seguinte eu tocava do outro lado do canal, em estéreo. Então se você não ouvir atentamente os dois lados você vai achar que é apenas uma sequencia (neste ponto Augusto vai "cantarolando" os acordes), mas estas coisas se entrelaçam nos dois canais, nas duas guitarras".
Júlio então pergunta como Augusto fez para gravar as duas partes, já que ele, obviamente, é apenas uma única pessoa tocando, e o guitarrista explica: "Nas primeiras apresentações eu fazia o solo ao vivo - receio que não tenham ficado muito boas, ficou um solo interminável (risos), e à medida que foi se aproximando a gravação, eu fui cortando as arestas e enxergando os trechos em que eu poderia criar um elo melódico, harmônico. Pois no começo eram apenas pedaços de hinos, o que seria inviável pra gravar num disco. E na hora (da gravação) do disco eu procurei as partes de um hino que se ligavam bem com o outro", diz Augusto, contando ainda que contou com a paciência do técnico de som Flavio Senna, que esperou que ele tocasse cada trecho de guitarra que iria compor a versão final. E nos shows ao vivo o solo era recriado do jeito que foi gravado, sem as "sobras".
A Live na íntegra pode ser vista abaixo.
"Era um garoto que como eu amava Os Beatles e Os Rolling Stones" foi uma versão feita pela banda Os Incríveis e lançada no álbum de 1967 chamado "Para os Jovens Que Amam os Beatles, os Rolling Stones e... Os Incríveis". A original italiana se chama "C'era un ragazzo che come me amava i Beatles e i Rolling Stones" e foi gravada por Gianni Morandi em 1966.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A melhor música do Anthrax de todos os tempos, segundo Scott Ian
Copenhell vem aí com 76 bandas em 4 dias de shows; veja o line-up aqui
Carcass ironiza estar abaixo de banda tributo em cartaz de festival
Dimmu Borgir confirmado no Liberation Festival em São Paulo
Cinco bandas europeias de Heavy Metal que merecem mais atenção no Brasil
Regis Tadeu e a banda clássica de hard que faz show ruim: "Melhor capinar lote com colher"
Rush toca suíte "2112" na íntegra em segundo show com Anika Nilles; veja vídeo
Os melhores discos de 15 gigantes do thrash metal, segundo o Loudwire
144 bandas, 4 dias, 1 fortaleza: Brutal Assault 2026 divulga grade completa
Os ícones do metal que faziam Robert Plant sentir vergonha da própria influência
A música do Led Zeppelin que Brian May considera insuperável na obra da banda
Mike Portnoy exalta performance de Anika Nilles em sua estreia no Rush
A banda que era a "versão brasileira do Iron Maiden", segundo Max Cavalera
As 40 melhores power ballads da história segundo a Classic Rock
As cinco melhores músicas do Iron Maiden, em lista da Revolver Magazine


O erro que Humberto Gessinger admite ter cometido no disco "O Papa é Pop"
Humberto Gessinger e a linha tênue entre timidez e antipatia: quem está certo?
A música que foi feita para preencher espaço em disco e virou um dos maiores clássicos do rock
David Gilmour elege a canção mais perfeita de todos os tempos


