Como pindaíba e garota caridosa ajudaram Mustaine a criar título de álbum clássico
Por Mateus Ribeiro
Postado em 20 de setembro de 2022
A banda de thrash metal Megadeth lançou grandes clássicos durante a sua longa e gloriosa trajetória. Um desses álbuns é o excelente "Peace Sells… But Who's Buying", segundo trabalho de estúdio do quarteto.
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Lançado dia 19 de setembro de 1986, "Peace Sells…But Who's Buying?" é considerado um dos melhores álbuns do Megadeth. O registro apresenta grandes sucessos do grupo liderado por Dave Mustaine, como "Peace Sells", "Wake Up Dead", "The Conjuring" e "Devils Island".
"Peace Sells…" foi gravado em uma época terrível para o Megadeth. Na época da gravação, os integrantes da banda passavam por dificuldades financeiras e eram viciados em heroína. "Foi muito difícil. Qualquer dinheiro que deveríamos ter economizado para comprar comida ou pagar aluguel imediatamente subia pelo nariz, ou era gasto com cigarros ou hambúrgueres", afirmou o baixista David Ellefson, durante entrevista concedida à revista Classic Rock em 2017.
A situação do Megadeth realmente não era das melhores. E uma garota ficou tocada com a situação de Dave Mustaine. "Havia uma garota que tinha pena de mim. De vez em quando me ligava, passávamos a noite juntos, ela me alimentava", afirmou Mustaine, que falou com o MSN sobre a situação em 2011.
Em uma dessas noitadas, surgiu a ideia do título de "Peace Sells…", conforme matéria especial publicada pela Revolver Magazine. "Eu acordei uma manhã, vi uma revista na mesa de cabeceira dela e dizia: ‘Peace sells, but nobody's buying it’ [‘A paz vende, mas ninguém a compra’]. Eu disse, ‘Oh meu Deus, eu tenho que escrever uma música sobre isso’. Então eu mudei as palavras um pouco e comecei a escrever a música", revelou Mustaine.
Bem, como foi escrito dois parágrafos atrás, o Megadeth estava vendendo o almoço para comprar a janta. Nem mesmo papel para escrever a letra de "Peace Sells" Dave Mustaine tinha. "Eu estava morando no prédio de ensaio como eu disse, então, eu não tinha papel. Peguei uma caneta e escrevi a letra na parede lá. Até hoje, ainda me pergunto se a senhora que tinha aquele prédio de ensaio era inteligente o suficiente para cortar aquela parede e imortalizá-la", complementou.
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