Charles Gavin relembra álbum dos Titãs com gravação bizarra no estilo Hermeto Pascoal
Por Gustavo Maiato
Postado em 01 de outubro de 2022
Quem escuta o disco "Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas", dos Titãs, pode notar a presença de sons diferentes na gravação. Segundo o ex-baterista Charles Gavin, esses barulhos diferentes aconteceram depois que o produtor Liminha conseguiu um sampler e abriu espaço para experimentações diversas. O assunto surgiu em entrevista para o canal do Jota Abreu.
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"Um baterista de rock tem essa questão do momento da virada. Isso é imaturo, o que mais importa é o groove e a batida. O alicerce da banda. A virada tem uma função, mas é como se fosse um enfeite dentro da estrutura. Os enfeites aparecem, quando você bate o olho em uma fantasia, é o que você vê. É onde o baterista vai mostrar o quanto ele é bom. Agora, nessa época do ‘Jesus’, o Liminha estava experimentando também. Ele tinha comprado uma bateria eletrônica que tinha um banco de áudio de poucos segundos. Ele apresentou essa ideia de programação rítmica e queria botar coisas para o baterista tocar junto. Quis samplear outros sons e usar isso. Essa ideia foi do Liminha. Em vez de gravar de forma tradicional, ele resolveu usar essa bateria como ferramenta artística. Saímos sampleando sons de utensílio de cozinha! Falavam para eu tocar uma bigorna que tinha no carro. Até assadeira! Foi uma coisa meio Hermeto Pascoal, tudo que produz som era usado. O disco ficou cheio disso. Tem um monte de sons esquisitos que nós mesmos criamos. Foi outro espírito e abrimos espaço para elementos", explicou.
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