Fernanda Lira faz post emocionante sobre show ao lado de Arch Enemy e Nervosa
Por Mateus Ribeiro
Postado em 15 de novembro de 2022
As bandas Arch Enemy, Crypta e Nervosa se apresentaram no último domingo (13 de novembro) na Audio, em São Paulo. Após o show, Alissa White-Gluz (vocalista do Arch Enemy) posou para uma foto ao lado das integrantes de Crypta e Nervosa, que são todas mulheres.
Fernanda Lira, baixista/vocalista da Crypta, que fez parte da Nervosa, postou a história foto em seu perfil do Instagram dois dias após o show. Na legenda, Fernanda escreveu as seguintes palavras:
"Essa foto tem mil significados pra mim, mas o mais importante é o lance da representatividade, uma tecla que eu bato tanto sempre.
Ao me preparar pra esse show, eu notei uma coisa - era a primeira vez na minha vida inteira que eu iria tocar num evento de metal extremo onde a maioria dos músicos eram mulheres - éramos 9 (10 com a May, mas eu não sabia da participação dela quando constatei isso) e 8 homens.
Quando percebi isso, me emocionei demais, tanto que decidi colocar isso entre as minhas falas de interação com o público durante o show.
Depois do nosso show, a Alissa veio falar comigo e comentou que queria tirar uma foto com nós todas e daí falei que seria incrível principalmente por esse fato - ela também não tinha se dado conta do lance de sermos maioria ali naquela noite e achou super legal!
Pra muita gente pode parecer besteira, mas só nós mulheres conseguimos entender a dimensão disso, sabe? Sempre falo que só nós sabemos o quanto nos toca ver outra mulher no palco.
Muitos me perguntam se eu me incomodo com termos como ‘female fronted’ ou ‘all girl band’ e na verdade hoje em dia não, pelo contrário, eu tenho mto orgulho desse termo, porque ele representa uma luta também, porque ser mulher na cena metal é uma coisa muito específica, passamos por problemas e superamos obstáculos muito específicos, e apesar do que a maioria acha, que ‘é fácil porque ser mulher chama atenção pra banda', não é, é muito difícil.
Então eu encaro ser uma mulher na cena como uma luta da qual eu tenho mto orgulho, eu levanto essa bandeira porque ainda é necessário e a levanto com muito orgulho, porque só nós sabemos o que passamos, só nós sabemos as delícias e também as dores de sermos o que somos.
Essa foto pra mim tem uma mensagem forte que eu espero humildemente que toque outras manas como me tocou.
Ela significa que é possível ser mulher, viver do seu sonho, e ocupar espaços predominantemente masculinos.
E o mais importante - que existe espaço pra nós na cena, que existe espaço pra mais e mais de nós, que existe espaço PRA TODAS NÓS.
Por isso eu digo sempre que toda vez que eu subo num palco, todas nós subimos, eu levo cada uma de vcs comigo, porque quando uma mulher vence, todas vencemos".
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A opinião de Tony Iommi sobre "Heaven and Hell", clássico do Black Sabbath
A música mais pesada do Faith No More, segundo a Metal Hammer
Within Temptation deve levar músicos de apoio em próxima turnê
Baterista afirma ter orgulho do álbum "Native Tongue", do Poison
Novo álbum de Bruce Dickinson não seguirá história de "The Mandrake Project"
O segredo que Jimmy Page escondia de seus amigos mais radicais
David Gilmour aponta o maior guitarrista britânico de todos os tempos
O álbum do Black Sabbath que a própria banda tentou impedir de ser lançado
As melhores músicas do Sepultura de todos os tempos, segundo Max Cavalera
Fates Warning - FWX é uma aula de metal progressivo
O álbum que "comprou a liberdade" do Black Crowes
Johnny Ramone sentiu mais a morte de Dee Dee do que a de Joey Ramone
Slash revela o que realmente agravou briga com Axl Rose: "Era superficial e estúpido"
Como Dave Mustaine entrou para o Metallica, segundo ele mesmo
Tony Iommi relembra a última mensagem que recebeu de Ozzy Osbourne na véspera de sua morte



Wacken Open Air confirma 50 primeiras atrações para 2027
10 músicas do metal brasileiro lançadas após 2000 que já entraram para a história
Bruno Sutter compara Massacration e Crypta por motivo que deveria envergonhar o metal
Andreas Kisser, do Sepultura, fala sobre a representatividade feminina no Heavy Metal
Fernanda Lira, da banda Crypta, elege as músicas de Death Metal mais difíceis de tocar


