Iggor Cavalera diz que o metal às vezes é muito conservador
Por Mateus Ribeiro
Postado em 01 de dezembro de 2022
O experiente baterista brasileiro Iggor Cavalera concedeu entrevista à Metal Hammer. Conhecido no mundo todo pelo seu trabalho com a banda Sepultura, Iggor nunca ficou preso apenas no heavy metal e ao longo de sua brilhante trajetória, passeou por outros estilos musicais.
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A versatilidade musical de Iggor foi um dos assuntos abordados durante a entrevista, que foi publicada dia 30 de novembro. "Sempre tentamos ter a mente um pouco mais aberta ao escrever e colaborar com outras pessoas. Coisas como Soulwax ou Ladytron, tudo decorre desse estado de espírito de querer trocar ideias", declarou o baterista, que na sequência, falou sobre "Roots", um dos trabalhos mais célebres de sua carreira.
Lançado em fevereiro de 1996, "Roots" é o sexto álbum do Sepultura e apresenta influências de música brasileira e nu metal. O disco, último do grupo gravado pelo vocalista/guitarrista Max Cavalera, chocou o mundo da música pesada com suas inovações.
"‘Roots’ foi o ponto culminante de muitas dessas coisas das quais estamos falando - ter a mente aberta, tentar experimentar estilos diferentes e ultrapassar os limites das coisas dentro de uma cena que às vezes não é progressiva", afirmou Iggor.
"Quando você pensa em metal, às vezes pode ser muito conservador, e o ‘Roots’ surgiu em um momento em que estávamos tentando ultrapassar esses limites, respeitando o que estávamos experimentando. Para nós foi um pouco chato ter que fazer o mesmo disco repetidamente", complementou.
Iggor saiu do Sepultura em 2006 e atualmente, faz parte de diferentes projetos, incluindo o Cavalera Conspiracy. O baterista e seu irmão Max também tocam clássicos do Sepultura que foram gravados nas décadas de 1980 e 1990.
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