Joey Ramone sobre as rádios: "Quando os Ramones surgiram, era nós contra eles"
Por André Garcia
Postado em 16 de janeiro de 2023
Os Ramones possuem uma relação de amor e ódio com as rádios. Seus membros todos cresceram se apaixonando pelo rock sessentista por meio delas (como escreveram em "Do You Remember the Rock and Roll Radio"). Quando formaram a banda, no entanto, as grandes rádios dos Estados Unidos os desprezaram — por anos se recusaram a tocar eles dizendo que aquilo nem música era (como escreveram em "We Want the Airwaves").
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Apesar disso, Joey Ramone e companhia mudaram o mundo da música entre sua formação em 1974 e sua separação em 1996. Em 2000, o vocalista, que morreu de câncer no ano seguinte, deu sua última entrevista, onde falou na maior parte do tempo sobre as rádios.
"Eu me lembro de ouvir às 8 da manhã a Free Form FM. [Aquela rádio] era empolgante, tinha sua própria aura, sabe? Eles tocavam álbuns na íntegra, eles foram os primeiros a tocar Jimi Hendrix, e essas coisas. [Led] Zeppelin e tal. Depois as coisas mudaram, creio que lá pelo começo dos anos 70."
"Quando os Ramones surgiram, era nós contra eles. Eram grandes corporações, mas ainda sim era uma rádio. E eles não queriam tocar mais nada, só queriam ficar na zona de conforto, sabe? Na época, o rock corporativo era Boston, Toto, The Eagles, Kansas... Aí surgiu a disco music com Dona Summers... Eu ainda me lembro daquilo tudo — infelizmente."
"Mas havia aquela minoria que apostava em tipos como nós. Tinha alguns pioneiros aqui e ali com paixão pela música. Não era uma coisa voltada apenas para os negócios, sabe?"
"Para mim, fazer música ainda se trata de paixão, amor pela música. Ouvir algo assim nas rádios é raro. Quando me pedem para ser DJ em algum lugar, eu levo discos do MC5, levo de tudo. Eu tento fazer as pessoas se ligarem na música, coisa que, pra mim, é o que as rádios deveriam fazer. Elas não fazem mais isso, só seguem a fórmula.
"Como fã, eu me lembro claramente dos anos 80, os Ramones passavam muito tempo na California — era nosso segundo lar. Tinha uma rádio que tocava muita música boa, quando eu ia para San Francisco, o sinal dela ia ficando fraco, e eu tentava ouvir até a última gota. Hoje eu posso ir para cima e para baixo ouvindo a mesma estação."
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