Tim Owens comenta o vindouro novo e "mais pesado" álbum do KK's Priest
Por André Garcia
Postado em 11 de fevereiro de 2023
Não dá para falar no Judas Priest sem pensar em seu icônico frontman Rob Halford. No entanto, de 1996 a 2003, enquanto o vocalista saiu em carreira solo, a missão impossível de o substituir coube a Tim "The Ripper" Owens. Nesse período, foram lançados "Jugulator" (1997) e "Demolition" (2001).
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Em recente entrevista para a Metal Sucks, Tim falou sobre o mais novo trabalho do KK's Priest — banda que ele integra com o guitarrista e também ex-Judas Priest K. K. Downing.
Metal Sucks: Você está trabalhando no novo disco do KK's Priest. O que você pode nos contar de sua relação com K. K.?
Tim Owens: É ótima. K. K. e eu mantivemos mais contato do que os outros caras [do Judas Priest], sempre fomos próximos. Mesmo quando eu ia tocar na Inglaterra em carreira solo, K. K. ia assistir, não importa se ele estivesse a horas de distância. Ele ia ao show e levava cerveja para os caras da banda, e todo mundo se divertia.
Mesmo quando eu estava no Judas Priest, tínhamos um ótimo relacionamento e nos dávamos bem. Éramos como uma família, então isso foi transferido para o KK's Priest. Ele sabe que, vocalmente, pode me dar praticamente qualquer coisa que provavelmente serei capaz de fazer funcionar. Temos uma excelente relação de trabalho. Ele é um cara simplesmente incrível, divertido de ter por perto, e que gosta do que está fazendo.
MS: O que você pode dizer sobre o próximo disco do KK's Priest?
TO: Não ouvi as mixagens ainda, mas já posso dizer que curti mais do que o primeiro. Tem muito mais luz e sombras, acho que é um pouco mais pesado. É mais pesado vocalmente, o que me favorece ainda mais. É com certeza um disco de metal tradicional, mas será ótimo. Mal posso esperar para ouvir a mixagem, estou morrendo de ansiedade [risos]. Vou mandar uma mensagem para ele agora, tipo: "Cadê as mixagens? Não posso esperar para ouvir!"
MS: Você se arrepende de alguma coisa em sua passagem pelo Judas Priest?
Eu não me arrependo. Inclusive gostaria que tivesse durado mais, aconteceu no momento perfeito da minha vida. Não me arrependo de nada, do "Jugulator" ou de qualquer coisa que aconteceu quando eu estava no Priest. Relembro meus anos no Judas Priest como alguns dos melhores momentos da minha vida e, repito, nos dávamos muito bem. Tudo aquilo foi ótimo.
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