Nuno Bettencourt revela "o único músico que me beijou os lábios, além de Elton John"
Por André Garcia
Postado em 19 de abril de 2023
Um dos guitarristas mais admirados de sua geração, o guitar hero português Nuno Bettencourt já arrancou declarações de amor até de mestres como Brian May. Com o Extreme, ele surgiu no começo dos anos 90, ao lado de Gary Cherone, seguindo os passos do Van Halen.
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Em 1991, quando trabalhava com Dweezil Zappa (filho de Frank Zappa) no álbum "Confessions", conforme publicado pela Classic Rock, ele relembrou seu breve encontro com o lendário Eddie Van Halen: "A caminho do estúdio, um dia, Dweezil disse: 'Ei, eu preciso fazer uma parada rápida para pega uma guitarra, venha comigo.'"
O que Nuno não sabia era que essa parada seria no 5150 — o lendário estúdio particular de Eddie Van Halen. Chegando lá, ele teve a sorte de encontrar seu ídolo ensaiando:
"Pensei: 'Uau!' Nós tínhamos acabado de tocar com David Lee Roth antes de entrar. Eddie parou! Ele parou de tocar e eu pensei: 'Ai, meu Deus... ele vai me expulsar'. Mas ele veio até mim e, além de Elton John, ele foi o único outro guitarrista (ou melhor, músico) que me beijou os lábios. Eu pensei que era especial, mas depois descobri que ele fez isso com Kurt Cobain também, e com fulano e cicrano... Então, ele é era meio promíscuo, beijava todo mundo nos lábios para cumprimentar. E eu pensando que era especial!"
Em 2020 no podcast Guesting on The Mistress Carrie, Bettencourt mostrou sua admiração pelo guitarrista do Van Halen:
"Todo guitarrista que veio depois de Eddie [Van Halen foram inspirados por ele na] forma como eles tocavam o ritmo, os acordes, tudo o que faziam, a maneira como eles fraseavam… desde Warren DeMartini [do Ratt]. E até outros músicos na época, [como] Randy Rhoads também, aquilo afetou a todos ao mesmo tempo. Eddie tinha um jeito de tocar ritmo e solo que era o que fazia ele o maior de todos os tempos para mim. Ponto final."
Colega de Nuno Bettencourt no Extreme, o vocalista Gary Cherone substituiu Sammy Hagar no Van Halen de 1996 a 99. Infelizmente, sua passagem não deixou saudades nos fãs, por ter produzido apenas "Van Halen III" — amplamente considerado o patinho feio da discografia. O fiasco afetou tanto a Eddie Van Halen que a banda jamais tornou a lançar um novo álbum de estúdio depois daquilo ("A Different Kind of Truth", de 2012, foi feito com base em demos antigas).
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