Regis Tadeu desce a lenha em "Life Is But A Dream…", o novo álbum do Avenged Sevenfold
Por Mateus Ribeiro
Postado em 12 de julho de 2023
A banda californiana Avenged Sevenfold lançou seu novo disco, intitulado "Life Is But A Dream…", no dia 2 de junho deste ano. O álbum dividiu opiniões e aparentemente, Regis Tadeu faz parte do grupo de pessoas que não gostou muito do que ouviu, como pode ser conferido em vídeo que foi ao ar na última segunda-feira (11 de julho).
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Regis não economizou nas palavras e fez duras críticas ao disco, que em sua opinião, vai decepcionar os fãs mais antigos da banda. Para o crítico, o Avenged Sevenfold tentou copiar uma banda veterana em seu novo álbum.
"Primeiro, é preciso dizer que esse é um álbum que demorou muito pra ser composto e pra ser gravado, por causa, evidentemente, da pandemia. E esse disco só saiu agora porque a situação tá razoavelmente controlada e a banda vai poder divulgar e sair em turnê.
A crítica e os fãs estão dizendo que esse é um disco de metal progressivo, o que é parcialmente verdadeiro. Só que tem um detalhe: quem é fã da banda desde o início da discografia e que perdia noites de sono ouvindo o som que eles fizeram (...), essa turma vai tomar um choque nada agradável (...). Porque nesse ‘Life Is But A Dream…’, que é o oitavo álbum de estúdio dos caras caras, de uma maneira tão ridícula quanto aquela em que eles tentaram naquele ‘Hail To The King’ imitar descaradamente o Metallica, agora eles também não disfarçaram a tentativa em imitar principalmente o Faith No More, entre outros nomes (...). E eles tentam imitar o Faith No More só que de uma maneira tão enfraquecida, que parece que todas as músicas foram feitas com o auxílio de algum Chat GPT da banda do Mike Patton", afirmou Regis.
Diversidade e confusão
Em outro ponto do vídeo, Regis disse que a confusão presente em "Life Is But A Dream" é tão grande que é complicado diferenciar uma faixa da outra.
"A começar pelos arranjos, que parecem ter sido concebidos por um algoritmo aleatório. A diversidade que a gente ouve no disco é tamanha e tão confusa ao mesmo tempo, que fica difícil até mesmo você distinguir uma faixa da outra (...) Tudo é tão inspirador quanto um comercial de companhia de seguro. A pretensa complexidade ou originalidade é apenas uma sucessão monótona de atmosferas sônicas para surpreender os fãs durante a audição, mas isso faz você se perguntar se esses caras da banda já ouviram com seriedade e atenção alguma coisa do Frank Zappa.
Com um som de bateria mais próxima de uma batucada em várias caixas de sapato, algumas canções são verdadeiros exercícios de esquizofrenia sonora. Outras canções são apenas entediantes, nessa tentativa de demonstrar uma diversidade estilística, como se a banda inteira tentasse dar uma carteirada coletiva para entrar numa convenção internacional de compositores de fina estirpe", acrescentou o jornalista.
Maurício Manieri e James Brown
O esculacho continuou na análise faixa a faixa feita por Regis, que não perdoou a ousadia dos músicos do Avenged Sevenfold.
"A terceira das canções, ‘Nobody’, que foi inspirada por um quadro do pintor Wes Lang, que inclusive é o autor da capa do álbum, traz uma abordagem tensa, só que tudo é estragado claramente pela trapaça da banda tentar disfarçar ao máximo o empréstimo da mistura do Faith No More com o System Of A Down. Só que tudo diluído da pior maneira possível. Nem mesmo o ótimo solo do guitarrista Synyster Gates salva essa música (...).
Eles tentam inclusive imitar descaradamente o Daft Punk na ridícula ‘Ordinary’, que é um ‘popinho’ tão sem vergonha que faz o Maurício Manieri soar como o James Brown.
Pior ainda é a balada cafona ‘Death’, que conta com a portentosa participação da imensa orquestra San Bernardino Symphony. Só que numa canhestra imitação do Elvis Costello nos tempos em que ele homenageava o Burt Bacharach."
Gran finale
Por fim, Regis comentou a última faixa de "Life Is But A Dream…" e fez um breve resumo nada agradável sobre o álbum.
"O final do disco, com a faixa-título… Essa faixa, soando como um pastiche das misturas das trilhas sonoras de abertura das séries ‘Succession’ e ‘Westworld’, é a pelota de esterco perfeita pra coroar uma das maiores porcarias que eu ouvi nos últimos anos, que é exatamente esse álbum do Avenged Sevenfold."
Para ver o vídeo completo, acesse o player abaixo.
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