A vingança do Sepultura após cantor da banda principal dar em cima de namorada da banda
Por Gustavo Maiato
Postado em 20 de outubro de 2023
Em meados da década de 1980, o Venom visitou o Brasil para uma turnê de várias datas e o Sepultura, que ainda não era super conhecido, acabou se juntando no line-up do show de Minas Gerais.
No livro "Sepultura: Os Primórdios", editado pela Estética Torta, o jornalista Silvio Gomes, um dos autores e que acompanhava a banda na época, contou uma história curiosa que aconteceu naquela ocasião. O livro está em promoção de 20% de desconto no site da editora com o cupom WHIPLASH20.
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Em uma noite agitada no cenário do metal, o vocalista do Venom, Cronos, decidiu que seria o protagonista da noite, um verdadeiro malandrão, disputando a atenção no ambiente de um bar com uma clientela peculiar. O alvo de suas investidas era Marilia, a deslumbrante baixista da banda feminina Placenta, e namorada do guitarrista Paulo Jr.
"O vocalista do Venom, se achando o malandrão do pedaço, ficou o tempo todo dando em cima da namorada do Paulo, Marilia, que, além de ser uma linda garota, era baixista da banda feminina Placenta. Enquanto o gringo pagava de garanhão, aproveitamos sua distração para pedir o máximo de bebidas do bar, saindo de fininho depois de enchermos a cara e rebocar Marilia. No final das contas, Cronos terminou assim: sozinho e, como consolo, com uma conta para pagar. Malandro é malandro, mané é mané".
Histórias de Paulo Jr no Sepultura
Conforme relata matéria de Igor Miranda, a saída do vocalista e guitarrista Max Cavalera do Sepultura, um capítulo crucial na história da banda, foi recentemente abordada em uma entrevista ao programa "Conversa com Bial" da TV Globo. Andreas Kisser e Paulo Jr., os músicos remanescentes da formação clássica, revelaram detalhes dessa fase difícil, que quase resultou no fim da banda.
Paulo Jr. compartilhou a emoção de deixar Londres após o último show, revelando que chorou no avião, temendo o futuro incerto da banda. Ele também destacou que, após a separação, a retomada das atividades foi gradual, permitindo que todos se reencontrassem e retomassem suas vidas antes de reconstruir o Sepultura.
Andreas Kisser revelou uma tentativa única de assumir os vocais após a saída de Max Cavalera, mas a ideia foi rejeitada pela gravadora Roadrunner. Mesmo com a suspensão temporária do contrato, a gravadora optou por manter a banda, reconhecendo a força do nome Sepultura.
O período sem atividades foi crucial para reestruturar a banda, introduzindo o vocalista Derrick Green e estabelecendo novas relações com empresários e a gravadora. Apesar dos desafios, Andreas Kisser recorda esse tempo com orgulho, destacando o crescimento e as mudanças positivas que ocorreram.
Por fim, Andreas abordou o saudosismo de alguns fãs que preferem a era com Max Cavalera, enfatizando seu desenvolvimento como compositor, guitarrista e performer ao longo dos anos. Ele questionou a ideia de que o passado é sempre superior, afirmando que sua evolução artística é motivo de orgulho.
A entrevista oferece uma visão única dos desafios enfrentados pelo Sepultura durante esse período tumultuado, destacando não apenas as dificuldades, mas também o processo de superação e renovação que moldou a banda que conhecemos hoje.
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