A opinião de biógrafo se surgirá um novo Engenheiros do Havaii no rock nacional
Por Gustavo Maiato
Postado em 07 de novembro de 2023
No cenário musical brasileiro, o rock nacional já viu o surgimento de bandas icônicas que marcaram época, como Engenheiros do Hawaii, Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Titãs e Ira!. No entanto, nos últimos anos, a pergunta que não quer calar é: haverá uma nova geração de bandas capaz de alcançar o mesmo status dessas lendas?
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Para abordar essa questão, o jornalista Gustavo Maiato conversou com Fabrício Mazocco, renomado biógrafo e autor de "Contrapontos," a biografia de Augusto Licks, ex-integrante do Engenheiros.
Mazocco, que possui um profundo conhecimento sobre a história do rock nacional, forneceu uma análise esclarecedora. Ele enfatizou que a dificuldade de replicar o fenômeno Engenheiros do Hawaii não se refere à qualidade musical em si, mas ao contexto em que eles surgiram.
"Bandas como Engenheiros do Hawaii, Legião Urbana, Paralamas do Sucesso e Ira! se tornaram ícones porque emergiram em um momento em que o rock nacional se tornou um fenômeno cultural e midiático. Na década de 80, com marcos como o lançamento de 'Você Não Soube Me Amar' da Blitz em 1982, até o final dos anos 90, o rock nacional dominou de forma avassaladora. Bastava ligar o rádio para ouvir rock", explicou Mazocco.
O biógrafo também destacou a mudança no cenário da mídia e da indústria da música como um fator crucial. Atualmente, o espaço na mídia para novas bandas de rock é escasso, e raramente se encontra uma nova banda de rock se apresentando na TV, o que era comum nas décadas passadas.
No entanto, Mazocco não vê isso como um cenário totalmente negativo. Ele reconhece que ainda existem muitos talentos na cena musical atual. Para descobrir esses artistas, ele utiliza plataformas de streaming, como o Spotify, que utilizam algoritmos para recomendar músicos similares com base nas preferências do ouvinte.
O biógrafo apontou que alguns artistas estão promovendo uma renovação no cenário musical. Bandas como o Capital Inicial, que convidou Vitor Kley para colaborações, e o Barão Vermelho, que tem se conectado com novos talentos, exemplificam esse encontro de gerações interessante. Thiago York, que já tocou com Beto Guedes, é outro caso que demonstra essa conexão entre diferentes eras musicais.
Em resumo, a opinião de Fabrício Mazocco destaca que a música brasileira está em constante evolução, mas é fundamental reconhecer que muitos artistas talentosos da atualidade não conseguem alcançar o mesmo destaque que as bandas da década de 80 conquistaram. Isso reflete as mudanças no cenário musical e na indústria, que demandam novas estratégias para os artistas que buscam o sucesso.
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