Ray Manzarek sobre o que Jim Morrison teria achado do retorno do The Doors em 2002
Por André Garcia
Postado em 17 de dezembro de 2023
Jim Morrison morreu em 1971, aos 27 anos, mas o The Doors se recusou a morrer junto com ele. Como um corpo sem cabeça a vagar, a banda virou um trio e ainda chegou a gravar dois álbuns antes de encerrar atividades: "Other Voices" (1971) e "Full Circle" (1972).
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Em 2002, Ray Manzarek e Robby Krieger, tecladista e guitarrista, resolveram reformar a banda, com Ian Astbury (The Cult) no vocal e sem o baterista John Densmore — que sofria de tendinite. Inicialmente assumiu as baquetas Stewart Copeland (The Police), que logo se afastou após quebrar o braço caindo de bicicleta.
No ano seguinte, Densmore processou os ex-colegas pelo uso do nome da banda. Com as habituais autossabotagens de Astbury e o baixo interesse dos fãs, logo o projeto sucumbiu a tanta dor de cabeça.
Em entrevista de 2014 para a Classic Rock, Ray Manzarek disse que Jim Morrison teria aprovado o retorno do The Doors.
"Ele teria amado!. Essa é a ironia. Ele adoraria porque é um poeta, e um poeta diria 'Leia minhas palavras em voz alta'. Não há nada que um poeta goste mais do que ter alguém recitando suas palavras para uma plateia."
"[Reformar o The Doors em 2002] parecia uma boa ideia. Parecia o momento certo. A oportunidade surgiu quando a Harley Davidson ligou para Robby e nos convidou para tocar no aniversário de 100 anos deles. Eu disse: 'Parece bom. Vamos fazer isso e chamar Ian.' Nós três já tínhamos tocado juntos em um especial da VH1 chamado Storytellers."
Quanto à escolha do vocalista do The Cult para substituir Jim Morrison, para ele parecia a escolha perfeita.
"[Ele era] sombrio, melancólico, celta, cristão, xamânico, [ligado em] espiritualidade indígena americana, budismo, amante de poesia... Ele é muito parecido com Jim Morrison. Na verdade, eu diria que ele é o primo europeu de Jim Morrison. São ambos feitos do mesmo tecido."
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