As bandas que pai de Fernanda Lira apresentou para ela: "Eu também ouvia Spice Girls"
Por Gustavo Maiato
Postado em 15 de julho de 2024
Marcelo Lira, pai de Fernanda Lira, baixista e vocalista da Crypta, foi importante na formação dela como musicista. Em entrevista ao Metalks, Lira comentou sobre o assunto.

"Meu pai é metaleiro, mais metaleiro que eu. O bicho é true, o cara é true. Desde criança, quando eu digo criança pequenininha mesmo, estou muito acostumada a ouvir metal. Lembro que quando eu tinha uns sete anos, eu tinha umas fitinhas cassete que meu pai gravava, tipo uns ‘best of’ das coisas que ele ouvia e que eu mais gostava."
"Tinha de tudo lá: Kiss, Iron Maiden, Warlock, Biohazard, Suicidal Tendencies. Essa foi a minha formação metálica, porque era muito natural para mim. Claro, eu fui uma criança felicíssima que ouvia Hanson e dançava Spice Girls."
"Então eu tinha esse meu lado, claro, da criança curtindo tudo, mas já tinha essa coisa do metal muito presente desde sempre. Tenho muita lembrança de criança, meu pai ouvindo sei lá, Angra. Então foi muito natural cair para esse lado, apesar de ter outras influências da minha mãe. Essa predileção pelo metal já acontecia desde criança."
"Meu pai sempre me deu liberdade, mas acabava me incentivando a ouvir. Ele via o que eu gostava e me mostrava coisas parecidas. Meu pai era um ‘Spotify’ da época, que sugeria músicas: ‘Que tal esse Therion aqui?’."
"Meu pai toca baixo também, e a gente ficava fazendo jam sessions em casa. Lembro que tinha um sofá de couro da minha avó, e ele tinha um violão. Quando ele ficava brincando no violão, eu pegava umas baquetas e batucava numa caixa. Às vezes, ele ficava na bateria e eu fazia ‘pum, pum, pum’ com a baqueta. Foi muito natural para mim seguir esse caminho do metal e também do baixo, porque era a influência que eu tinha em casa. Foi tudo muito orgânico."
Ouça o papo completo abaixo.
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