O caminho que os Rolling Stones disseram para baixista não seguir: "Não toque assim!"
Por Gustavo Maiato
Postado em 07 de julho de 2024
Os Rolling Stones têm no seu cerne as figuras de Mick Jagger e Keith Richards, mas o baixista Darryl Jones também marcou forte presença na banda. Ele tocou na época de álbuns como "Voodoo Lounge" e "A Bigger Band" (2005).
Em entrevista publicada pela Ultimate Guitar, Jones comentou sobre a dificuldade de tirar as linhas de baixo da banda originalmente gravadas por Bill Wyman. "Antes da audição, eu fui e comprei um monte de discos de Greatest Hits dos Stones e comecei a tentar descobrir algumas linhas de baixo", contou quando perguntado como ele aprendeu as partes gravadas por Bill Wyman. "Isso realmente me mostrou, mesmo antes da audição, que não havia como eu realmente aprender essas linhas de baixo ao pé da letra."
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Algumas partes de baixo foram gravadas por outros membros, como Keith Richards, mas era dever de Bill tocá-las ao vivo. Ele continuou: "Mas há certas coisas que Bill e quem quer que estivesse tocando baixo – Keith tocou em um monte delas, Ronnie tocou em algumas – fizeram, que realmente são partes das músicas. Eu tento cobrir essas coisas, mas não consigo pensar em nenhuma música que eu realmente tente tocar exatamente como Bill tocou, sabe."
O curioso, no entanto, é que os membros da banda realmente não queriam alguém tocando coisas ao pé da letra. Relembrando alguns dos ensaios e uma música específica do álbum "Some Girls" de 1978, Darryl disse: "Em um ensaio, eu descobri o que Bill tinha tocado em 'Respectable', e comecei a tocar, e Mick disse: 'Para onde você está indo?' Eu disse: 'Isso é o que Bill tocou na música,' e ele disse: 'Não, não toque isso. Toque o que você ouve.'"
Ele acrescentou: "Na primeira vez que ensaiei com eles, perguntei a Keith, 'Ei cara, você tocou baixo nessa música?' e ele disse 'Sim.' Eu disse, 'Então, qual é a linha de baixo?' e ele respondeu, 'Não sei, cara. Você é o baixista. Você me diz qual é a linha de baixo!'"
"Então eles são bem tranquilos em me deixar fazer o que eu quero. Eu ainda quero tocar a essência da música. Se há algo na essência da linha de baixo que precisa ser tocado para fazer a música ser o que é, eles parecem confiar em mim para encontrar essas coisas. O resto, eles deixam comigo, basicamente."
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