O álbum do Engenheiros do Hawaii gravado sob tensão: "Não havia um senso de banda"
Por Gustavo Maiato
Postado em 21 de setembro de 2024
Ex-integrante dos Engenheiros do Hawaii, Augusto Licks marcou seu nome na música brasileira com sua guitarra técnica e criativa. No entanto, ao relembrar o processo de gravação do álbum "GLM" em entrevista ao Pitadas do Sal, Licks trouxe à tona uma visão crítica sobre a fase que a banda vivia na época
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Segundo o guitarrista, o disco foi marcado pela falta de unidade entre os membros. "O ‘GLM’ foi um disco gravado e trabalhado de forma muito individual por cada um de nós. Não havia um senso de banda", afirmou.
Diferente dos álbuns anteriores, como o "Várias Variáveis", onde a interação e o espírito colaborativo eram evidentes, Licks ressaltou que no "GLM" essa dinâmica não existiu. "No Várias, havia um clima muito participativo. Eu gravei algumas guitarras junto com o pessoal, até com situações em que o vocalista fazia o solo com a boca para me ajudar a criar a melodia. Isso não aconteceu no ‘GLM’. Gravei praticamente sozinho as guitarras", contou.
O músico também refletiu sobre a maturidade que os integrantes do grupo alcançaram individualmente ao longo dos anos, contrastando com a falta de maturidade coletiva durante as gravações.
"Foi claro que, do ponto de vista individual, cada um de nós tinha mais maturidade para entrar no estúdio e tomar decisões sobre o que fazer. No entanto, não havia uma maturidade coletiva", explicou.
Ainda assim, Licks reconhece as qualidades do disco, mesmo que o ambiente de trabalho não fosse ideal. Ele destacou as experimentações que trouxe para as gravações, como o uso de um arco de mini violino e técnicas de slide diferentes.
"Eu me esforcei muito, busquei ideias diferentes e explorei timbres sutis que ainda não tinham sido utilizados", concluiu, ressaltando a ausência de uma sensação de banda no estúdio durante aquele período.
Confira o episódio completo.
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