Marcos Lobato, do Rappa, comenta sobre a paixão por voar e acidente de Herbert Vianna
Por Gustavo Maiato
Postado em 31 de outubro de 2024
Em entrevista ao podcast Corredor 5, Marcos Lobato, conhecido por seu trabalho como tecladista do Rappa, relembrou momentos de sua amizade com Herbert Vianna, vocalista dos Paralamas do Sucesso, e compartilhou a ideia de que poderia ter estado com ele no ultraleve durante o acidente que deixou o músico paraplégico e vitimou sua esposa Lucy.
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"Herbert sempre viveu bem. Ele tinha uma casa maravilhosa no meio da mata em Vagem Grande, que era muito simples, mas confortável. Era um ambiente despojado, com uma comida excelente, tudo maravilhoso. O estúdio que ele montou era incrível. Lembro até de uma cadeira de barbeiro antiga que tinha lá, uma peça bem legal. Os instrumentos estavam todos espalhados, e ele costumava almoçar todos os dias", disse Lobato.
Vianna, que era um entusiasta da aviação, voava frequentemente para Angra dos Reis, onde costumava almoçar, ou para Paraty. "Ele era fanático por voar. O pai dele era brigadeiro, um comandante respeitado, e, se não me engano, chegou a servir ao Juscelino Kubitschek. Herbert ia almoçar em Angra quase todos os dias, sempre voando", acrescentou.
O músico relembra um convite feito por Vianna: "Um dia, ele me disse: ‘Vamos um dia de ultraleve.’ Infelizmente, eu tinha um compromisso e não pude ir. Conversávamos muito na casa dele, ouvindo músicas e pensando em novos projetos. Mas confesso que, se eu fosse pegar um voo, eu ia ficar nervoso, porque não sou acostumado a isso. Era para eu ter pego um desses voos e, sinceramente, ia me borrar todo", relatou.
Marcos elogiou a habilidade de Vianna como piloto. "Ele tinha muita experiência e segurança ao voar. Herbert sempre foi muito dedicado ao que fazia. Ele sabia tudo sobre o instrumento, o teclado, os arranjos. Era uma pessoa centrada, além de ter um talento incrível", disse.
O acidente com o ultraleve de Vianna, que ocorreu em 2001, foi um marco doloroso na carreira do artista e na história da música brasileira. "Foi uma fase muito difícil, especialmente após o acidente com o Yuka e as fatalidades que ocorreram. Os Paralamas enfrentaram um momento complicado, mas conseguiram dar a volta por cima", destacou Lobato.
A recuperação de Herbert foi notável. "Ele voltou a compor, e no começo, enfrentou algumas dificuldades. Lembro que no primeiro show após seu retorno, comentaram que ele estava cantando melhor do que antes. Acho que foi depois de uns três meses que ele voltou a cantar", finalizou Lobato.
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