Regis Tadeu questiona se o Rock brasileiro virou coisa de gente velha
Por Bruce William
Postado em 30 de outubro de 2024
Em um novo vídeo publicado no seu canal oficial do YouTube, o jornalista e crítico musical Regis Tadeu discute como o rock brasileiro, que antes simbolizava rebeldia e criatividade, agora se tornou uma expressão nostálgica, principalmente entre pessoas mais velhas. Ele critica a figura do "tiozão do rock", que vive preso a memórias do passado e desdenha da música moderna. Isso, segundo ele, cria uma barreira que impede o rock de evoluir e se renovar.
"A primeira questão que eu trago aqui é a respeito dos motivos que levaram o Rock brasileiro que sempre se ergueu ali como se fosse um brado de liberdade e renovação", diz Regis, que em seguida complementa: "E não apenas musical, mas também em todos os aspectos, todos os campos da nossa sociedade. Agora o Rock brasileiro é tratado como se fosse um mero sussurro saudosista".
Prosseguindo com o raciocínio, Regis comenta ainda: "E uma das respostas a isso pode ser encontrada nas dinâmicas psicológicas que existem na nossa experiência temporal. À medida que as pessoas envelhecem, muita gente tende a buscar refúgio nas memórias de uma juventude vibrante, quando o Rock não era só música mas era uma forma de vida."
Ele também destaca que o rock brasileiro ainda é vibrante, mas está restrito ao underground, sem apoio financeiro e ofuscado por estilos mais populares, como sertanejo e funk. Regis lamenta que a indústria musical dê prioridade a artistas consagrados do passado, negligenciando novas bandas, o que dificulta o crescimento e a inovação do gênero no Brasil.
"Sempre que se fala em Rock brasileiro moderno, toda vez que se fala nisso, surgem nomes inacreditáveis como Pitty, CPM 22, gente com mais de vinte anos de carreira", comenta, indignado. "E tome relembrar Titãs, Paralamas, Barão Vermelho, o extinto Legião Urbana e um monte de bandas veteraníssimas. Você pode perguntar a quem quer que seja a respeito de Rock brasileiro e as respostas serão sempre as mesmas" (...) Isso é uma coisa vergonhosa, essa absurda tendência memorial, vamos dizer assim, que insiste em resgatar bandas consagradas do passado que são familiares a essas pessoas, acabam deixando em segundo plano as novas bandas, que poderiam inclusive refrescar a cabeça aí de roqueiros e de 'roquistas'."
O vídeo completo publicado por Regis Tadeu pode ser conferido no player abaixo.
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