Por que James LoMenzo foi escolhido para ser baixista do Megadeth, segundo Dave Mustaine
Por Mateus Ribeiro
Postado em 27 de outubro de 2024
O Megadeth iniciou um período de relativa estabilidade em 2016, com a contratação do baterista belga Dirk Verbeuren (ex-Soilwork), escolhido como substituto de Chris Adler (ex-Lamb of God). Ele se juntou a Dave Mustaine (guitarra/vocal), Kiko Loureiro (guitarra) e David Ellefson (baixo).
A formação acima descrita foi desfeita em maio de 2021, quando Ellefson foi demitido por conta do vazamento de conteúdo íntimo. Na época, o Megadeth estava gravando "The Sick, The Dying…And The Dead!". Steve DiGiorgio, do Testament, foi chamado para terminar as gravações do álbum, lançado em setembro de 2022.
Embora tenha feito um trabalho competente, DiGiorgio já tinha um emprego. E Mustaine não queria "roubar" o baixista, como ele deixou bem claro em entrevista ao Vinyl Writter Music.
"Eu também me certifiquei de que Steve soubesse que eu não estava tentando sequestrá-lo ou querendo roubá-lo do Testament, porque acho que isso é uma coisa meio ruim de se fazer. Às vezes, as pessoas tentam roubar membros de bandas, e acho que isso é uma grande besteira."
Com Steve fora do leque de opções, coube a Mustaine ir atrás de um velho conhecido: James LoMenzo. Ex-integrante do Black Label Society e do Pride & Glory (ambos liderados pelo guitarrista Zakk Wylde), o baixista passou pelo Megadeth entre 2006 e 2010, e foi contratado novamente porque cumpria os requisitos necessários.

"Sempre que fizemos audições por causa de algumas das mudanças de formação que tivemos, eu sempre dizia que essas são as três coisas que procuramos: atitude, aparência e habilidade. Quero dizer, James é um ótimo músico, um cantor incrível e tem uma presença e um talento de astro do rock."
A nova formação do Megadeth, que passou por outra troca no ano passado (o guitarrista Kiko Loureiro cedeu o posto a Teemu Mäntysaari), passou pelo Brasil em abril de 2024. O quarteto se apresentou no Espaço Unimed, localizado em São Paulo.
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