Por que é válido tocar Creedence mesmo sem integrantes originais, segundo Kurt Griffey
Por Gustavo Maiato
Postado em 21 de novembro de 2024
Após anos celebrando o legado do Creedence Clearwater Revival, Dan McGuinness e Kurt Griffey continuam a jornada com o Revisiting Creedence, que chegou ao para série de shows. A formação, surgida em 2021, tem como missão reviver os clássicos do CCR e manter a emoção dos sucessos eternizados pela banda. A turnê passa por Curitiba nesta terça-feira, 21 de novembro, no Live Curitiba, segue para Campinas no dia 23, na Multi Arena Dom Pedro, e termina em São Paulo, no dia 24, com um show que promete emocionar os fãs.
Creedence C. Revival - + Novidades
Em entrevista ao jornalista Gustavo Maiato, do Whiplash.Net, Kurt Griffey antecipou o que o público pode esperar do repertório. "Tocamos os hits que todos conhecem, mas também algumas faixas mais profundas, para os fãs mais ávidos." Segundo o guitarrista, os preparativos têm sido intensos e recompensadores. "Está tudo ótimo e, até agora, os shows estão ficando cada vez melhores."
Sobre os desafios de interpretar as músicas de John e Tom Fogerty, fundadores da banda, Griffey comentou: "Eu sei que não posso ser eles, então coloco meu próprio estilo e toco com o coração." Ele também abordou a possibilidade de uma reunião dos membros originais. "Os fãs apoiariam, mas isso não vai acontecer. Doug [Clifford] tem problemas de saúde, e ele e Stu [Cook] agora estão focados em suas famílias, talvez compensando o tempo perdido após tantos anos na estrada."
Griffey também refletiu sobre o impacto duradouro da música do Creedence e a continuidade do legado. "Há várias bandas como Foreigner e Lynyrd Skynyrd, que mantêm suas músicas vivas mesmo sem integrantes originais. As músicas se tornaram maiores que os membros da banda. A música e o legado vivem." Sobre novidades, o guitarrista revelou planos para o futuro. "Dan [McGuinness] e eu escrevemos nossas próprias canções e, em algum momento, queremos integrá-las ao projeto."
Fã declarado dos Beatles, Griffey listou seus álbuns favoritos, incluindo os três primeiros da banda britânica. "Eles foram a razão de eu querer tocar e estar em uma banda." Também citou *Van Halen 1*. "Fiquei impressionado quando ouvi Eddie pela primeira vez. Não sabia como ele conseguia aqueles sons." Outro destaque foi *Buck Owens Live at Carnegie Hall*. "Eu me tornei um grande fã de Buck e do guitarrista dele, Don Rich. As harmonias vocais eram incríveis, e parecia que eles se divertiam muito tocando. Foi inspirador."
Entre os trabalhos do Creedence, Griffey defendeu "Mardi Gras", álbum criticado pela imprensa na época. "Ele foi mal recebido e vendeu pouco, mas eu realmente gosto da música de Doug, ‘Tearin’ up the Country’, e também de ‘Sweet Hitch Hiker’." Para os fãs brasileiros, os shows do Revisiting Creedence prometem resgatar a magia de uma das maiores bandas da história, celebrando seus clássicos e o poder da música ao vivo.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As bandas seminais de rock que Sting abominava; "eu simplesmente odiava"
Baterista do Megadeth ouve Raimundos pela primeira vez e toca "Eu Quero Ver o Oco"
Deep Purple lança nova música e videoclipe, "Arrogant Boy"
O rockstar que não fez teste para o Van Halen: "Eu arreguei, eu era baixo e pequeno"
10 bandas de rock que já deveriam ter se aposentado, segundo o Guitars & Hearts
As duas bandas de metal que James Hetfield não suporta: "Meio cartunesco"
A banda onde Dave Grohl foi apenas um CLT e com isto ele recuperou o tesão pela música
Edu Falaschi confirma membros do Angra e Fleshgod Apocalypse em show de São Paulo
Zakk Wylde valoriza trabalhos pré-fama em supermercados e postos de gasolina
Dave Mustaine revela suas inspirações: "As pessoas perdem a cabeça quando conto o que ouço"
João Gordo anuncia rifa com disco do Iron Maiden autografado por Bruce Dickinson
Jack Douglas, lendário produtor do Aerosmith, morre aos 80 anos
Como "The Final Countdown" fez Johan Hegg se tornar vocalista do Amon Amarth
Anneke van Giersbergen explica como abriu as portas para Nightwish e Within Temptation
O disco do Sepultura pelo qual Derrick Green gostaria de ser lembrado

Como a mais autêntica banda de rock da América gravou o pior álbum feito por uma grande banda
John Fogerty conta como os privilégios dos ricos o inspiraram a compor o hit "Fortunate Son"


