O álbum do Pink Floyd em que Nick Mason se sentiu inseguro para tocar sua bateria
Por Bruce William
Postado em 12 de dezembro de 2024
A gravação de "The Final Cut" (1983) foi marcada por conflitos e tensões dentro do Pink Floyd, mas o processo do álbum seguinte, "A Momentary Lapse of Reason" (1987), trouxe desafios ainda maiores. O baterista Nick Mason decidiu não participar ativamente, o que refletiu as dificuldades do grupo em se adaptar à ausência de Roger Waters. A dinâmica da banda estava abalada, e Mason contribuiu apenas com detalhes sonoros e algumas partes de bateria eletrônica e acústica.
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"Quando fui a Los Angeles para ouvir o trabalho que estava sendo feito com as primeiras mixagens, fiquei ligeiramente perplexo", contou Nick em seu livro "Inside Out: Minha história com o Pink Floyd" (Amazon). "Parecia que haviam colocado muitos elementos auditivos. Havíamos gravado muito material, e a maior parte dele parecia estar presente na mixagem. De modo geral, sempre tivemos a tendência de descartar material durante as mixagens. Concordamos que não soava bem, e a versão final ficou com muito mais espaço livre."
As tensões já vinham desde "The Wall" (1979), quando Roger Waters passou a questionar as habilidades dos integrantes. O tecladista Richard Wright foi demitido temporariamente após confrontá-lo, e a atmosfera criativa se tornou ainda mais desgastante em "The Final Cut". Esse disco foi desenvolvido com sobras de "The Wall", parecendo uma coleção de lados-B. Mason participou das gravações de apenas sete das treze faixas, mas não tocando efetivamente e sim coordenando, inserindo efeitos eletrônicos e inesperados. O baterista justificou sua ausência alegando não estar se sentindo à altura de seus próprios padrões.
Voltando ao relato do baterista: "Do álbum definitivo, algumas coisas me chamam a atenção. Em retrospecto, eu realmente deveria ter tido autoconfiança suficiente para tocar todas as partes de bateria. E após o incidente com Roger, acho que David e eu sentimos que precisávamos acertar ou seríamos massacrados. Como consequência, trata-se de um álbum muito 'meticuloso', no qual poucos riscos foram assumidos. Tudo isso me faz sentir ligeiramente afastado de 'Momentary Lapse', a ponto de nem sempre soar como se fôssemos nós. No entanto, 'Learning to Fly', por alguma razão, realmente soa como o grupo - é como um tema legitimamente "feito em casa".
Em 2019, "A Momentary Lapse of Reason" foi relançado como parte do box set "The Later Years", mas em versão atualizada e remixada, com partes restauradas de Wright e bateria regravada por Mason, ao invés das gravações originais feitas por terceiros ou de forma computadorizada, de forma a "restaurar o equilíbrio criativo entre os três membros do Pink Floyd."
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