O maior álbum de rock progressivo de todos os tempos, segundo Steve Lukather do Toto
Por Gustavo Maiato
Postado em 31 de janeiro de 2025
Steve Lukather, guitarrista do Toto e colaborador de lendas como Michael Jackson e Eddie Van Halen, compartilhou sua visão sobre a maior obra do rock progressivo: o álbum "Close to the Edge" (1972), da banda Yes. Em entrevista ao Classic Rock History (via Ultimate Guitar), Lukather comentou sobre a influência do disco e relembrou como sua paixão pela música começou ao ouvir os Beatles pela primeira vez.
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Lukather revelou que seu "despertar musical" aconteceu com o álbum "Meet The Beatles!" (1964). "Foi o ponto de partida da minha vida. O solo de George Harrison em ‘I Saw Her Standing There’ mudou tudo para mim. Para os jovens de hoje, talvez soe simples, mas naquela época não havia nada parecido. Eu queria fazer aquele som. E as músicas do disco nunca envelhecem, nunca mesmo!"
Embora tenha sido influenciado por gigantes como Led Zeppelin, Pink Floyd e Jimi Hendrix, Lukather escolheu "Close to the Edge" como a obra definitiva do rock progressivo. "Em minha opinião, é a maior peça do prog-rock já escrita. Steve Howe era meu herói naquela época, e o Yes como banda era extremamente coeso. Assisti ao Close to the Edge Tour e eles soavam exatamente como no disco. Não havia truques, era tudo real. A produção ao vivo, o som, o álbum como um todo – tudo era incrivelmente genial." Lukather exaltou o talento de cada integrante da banda e a qualidade atemporal da música. "Todos brilham nesse disco. É música que não envelhece. É realmente genial."
Lukather também mencionou Jeff Beck, outro grande ícone que marcou sua trajetória musical. Ele recordou sua experiência como produtor de um álbum não lançado de Beck, descrevendo-o como um "guitarrista único". "Deus deu a ele algo a mais. Trabalhar com ele foi um dos melhores momentos da minha vida. Sentar no estúdio e acompanhar seu processo foi incrível."
"Close to the Edge" e Mike Portnoy
Mike Portnoy, baterista renomado e cofundador do Dream Theater, juntou-se ao coro de elogios ao clássico Close to the Edge (1972), do Yes, reconhecendo-o como a obra definitiva do rock progressivo. Em entrevista ao podcast The Prog Report, Portnoy destacou a perfeição musical do álbum e sua relevância histórica no gênero.
"Esse é o álbum definitivo, talvez o maior disco de prog de todos os tempos. Ele encapsula tudo o que o rock progressivo representa. É perfeito", afirmou Portnoy. O músico ainda classificou o disco como parte de uma "trindade sagrada" do Yes, ao lado de "The Yes Album" (1971) e "Fragile" (1971).
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