O vocalista "senhor das trevas" que arrepiou Bono; "uma alma linda, mas de um lugar sombrio"
Por Bruce William
Postado em 24 de janeiro de 2025
Em março de 1980, o U2 foi convidado para uma experiência inesquecível: assistir de perto o Joy Division em ação no estúdio Strawberry, em Stockport. À época, o U2 ainda estava no início de sua carreira, preparando seu primeiro single com o renomado produtor Martin Hannett. Enquanto isso, o Joy Division trabalhava em "Love Will Tear Us Apart", canção que se tornaria uma de suas obras mais famosas. Esse encontro deixou uma marca profunda em Bono, vocalista do U2, conforme relata a Louder.

Décadas depois, Bono relembrou aquela noite em entrevistas e textos. Ele ficou impressionado com a atmosfera do estúdio e a visão artística única da banda de Manchester. "Olhei para os discos espalhados e pensei: 'Essas pessoas são de outro mundo'. Quem mais ouviria Frank Sinatra, Kraftwerk, Bartók, Motown e The Stooges ao mesmo tempo?", escreveu ele. Mas o ponto alto foi o momento em que Ian Curtis, o vocalista do Joy Division, entrou no estúdio. Para Bono, aquele instante foi quase místico: "O senhor das trevas chegou com a mão estendida...".
Bono descreveu Ian Curtis como uma figura de dualidade impressionante. Fora do microfone, ele era educado, gentil e caloroso, mas, ao cantar, se transformava. "Parecia que havia duas pessoas dentro dele. Quando subia ao microfone, era tomado por outra energia, quase como uma possessão espiritual. A música do Joy Division está cheia de referências emocionais e sombrias, e Ian era capaz de trazer tudo isso à tona com uma intensidade que o drenava emocionalmente."
Anos depois, em 2020, durante o podcast Transmission: The Definitive Story, Bono relembrou esse encontro e falou sobre o impacto de Curtis. "Ele tinha o peso do universo na voz. Quando ele veio até mim e disse 'Tudo bem?', a suavidade na voz me surpreendeu. Ele era uma alma linda, mas cantava de outro lugar, de um lugar sombrio. Foi um momento único."
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