The Vines: entre a intensidade de um bom trabalho de Garage Rock e problemas pessoais
Por Helton Grunge
Postado em 18 de janeiro de 2025
Você imagina como seria misturar a intensidade do Grunge e Rock Alternativo junto da psicodelia do Rock setentista? Foi exatamente o que fez a banda australiana chamada The Vines.
Os australianos, liderados por Craig Nicholls, já lançaram vários álbuns desde sua estreia, o Highly Envolved (2002). A banda chegou a atingir o mainstream já logo de início, tendo videoclipes passados na MTV e uma venda expressiva de sua estreia, mas problemas pessoais enfrentados pelo vocalista fizeram com que a ascensão da banda fosse parada.

Chamados de "filhos do Nirvana" e "netos dos Beatles", os músicos conseguiam misturar elementos do Rock Alternativo e suas guitarras intensas juntos de melodias suaves e psicodélicas. Essa mistura fez com que o som se tornasse diferente e trouxe uma sonoridade bem intensa para o público nos anos 2000.
Os problemas de Craig envolviam ataques de fúria, muitas vezes até levados pelo estresse das turnês e pressão de empresários da música. Com isso, a banda quase não vem se apresentando ao vivo com frequência nos últimos anos, focando em apresentações esporádicas e lançamentos de estúdio.
A banda conseguiu se sobressair em uma década onde o que estava em alta era o Indie Rock. Mesmo tendo um nome que se assemelhava a várias bandas da época começando com "the" (assim como The Killers e The Strokes), era nítido que a influência e a proposta sonora do The Vines não tinha absolutamente nada a ver com o restante das bandas.
Faixas como Highly Envolved, Get Free, Don't Listen to the Radio, Fuck the World, Get Out, entre outras, mostram a intensidade da banda, sabendo alternar entre intensidade e calmaria, pegando boas referências de bandas da cena de Seattle como o Nirvana, por exemplo. Aliás, ser comparada a maior banda dos anos 90 não é nada mal.
Além disso, a banda ainda flertava bastante com aquela melodia suave e psicodélica que os Beatles adotaram na segunda metade da década de 60. Trazendo melodias bem suaves e arranjos musicais interessantes, a banda sempre transitou muito bem entre esses dois mundos.
O The Vines traz toda uma sonoridade de Garage Rock, sendo algo bem intenso e bem expressivo. Essa sonoridade traz muito dos anos 90 consigo, alternando-se muito bem entre intensidade e calmaria.
Outra coisa parecida entre Craig Nicholls e Kurt Cobain, além da paixão pela música e pela sonoridade apresentada, são suas condições psicológicas: enquanto Kurt Cobain demonstrava ter síndrome de Boderline, tendo uma forte instabilidade emocional e dificuldade com relações interpessoais, Craig já fora diagnosticado com síndrome de Asperger, trazendo dificuldades também em relações interpessoais, deixando o vocalista com fortes oscilações de humor e muita raiva.
Devido aos problemas de Craig e sua impossibilidade por grandes turnês, além de sua dificuldade nas relações interpessoais, a banda passou por várias formações, contando apenas com o guitarrista e vocalista durante todas elas.
O canal do Youtube chamado Minuto Indie fez um resumo do trabalho da banda, mostrando sua ascensão e sua queda, passando pelos problemas pessoais de Craig; clique abaixo para conferir.
FONTE: Rockstage
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