O clássico de Bob Dylan que segundo ele todo mundo entendeu errado (até você!)
Por André Garcia
Postado em 14 de janeiro de 2025
Bob Dylan se tornou famoso nos idos de 1963, quando começou a compor canções folk de protesto que lhe renderam a alcunha (e o fardo) de "porta-voz de sua geração". Alcunha/fardo do qual ele se livrou pouco depois ao "trair" a comunidade folk trocando o violão pela guitarra e dando as costas para os problemas sociais da época.
A fase canções de protesto de Dylan foi marcada por hinos como a otimista "Blowin’ in the Wind", a empática "Only a Pawn in Their Game" e a visceral "Masters of War" — essa última que inspirou Geezer Butler a escrever um dos maiores hits do Black Sabbath: "War Pigs".

"Masters of War" é amplamente considerada uma das maiores canções anti-guerra já escrita... mas e se eu te dizer que Bob Dylan nega que a música seja anti-guerra?
Conforme publicado pela Far Out Magazine, em entrevista a de 2005 para a Arts & Culture Dylan surpreendeu com a revelação:
"Por exemplo, 'Masters Of War'. Toda vez que a canto, alguém escreve que é uma música anti-guerra; mas não há nenhum sentimento anti-guerra nessa música. Não sou pacifista, e não acho que algum dia já tenha sido um. Se você analisar bem a música, ela fala sobre o que Eisenhower estava dizendo sobre os perigos do complexo militar-industrial neste país. Acredito firmemente no direito de todos de se defenderem por qualquer meio necessários. Você é afetado como escritor e como pessoa pela cultura e pelo espírito da época. Eu estava sintonizado com isso na época e estou sintonizado com isso agora. Nenhum de nós está imune ao espírito da época. Ele nos afeta, quer a gente esteja ciente disso ou não — quer a gente goste disso ou não."
"Não sei se as pessoas entendiam muito o que eu escrevia. Nem sei se eu mesmo entenderia o que eu escrevo se acreditasse em tudo que já foi escrito sobre minhas músicas por imbecis que não sabem nada sobre composição musical. Eu sempre disse que a grande mídia me propagava como algo que eu nunca quis ser — aquela coisa toda de 'porta-voz da minha geração'. Muitas de minhas músicas foram com certeza mal interpretadas por pessoas que não sabiam o que estavam dizendo. E isso continua até hoje."
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