A clássica canção dos Rolling Stones que Charlie Watts não conseguiu gravar
Por Bruce William
Postado em 17 de fevereiro de 2025
Charlie Watts sempre foi o pilar rítmico dos Rolling Stones. Seu estilo discreto, sem exageros e sempre preciso, garantia que a banda pudesse explorar diferentes sonoridades sem perder a coesão. Ele não era do tipo que buscava os holofotes, mas sua importância para o som dos Stones era inquestionável. No entanto, mesmo com toda sua habilidade, houve uma música que ele simplesmente não conseguiu gravar: "You Can’t Always Get What You Want."
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Conforme relata a Far Out, a canção, lançada no álbum "Let It Bleed" (1969), trouxe um desafio incomum para Watts. A estrutura complexa, que incluía coral e arranjos orquestrais, dificultava a marcação dos tempos. "Provaram ser bem difíceis de gravar", relembrou Mick Jagger no livro "According to the Rolling Stones" (Amazon). "Charlie não conseguiu tocar a batida, então Jimmy Miller precisou assumir a bateria".
Miller, que era o produtor do disco, acabou registrando a faixa no lugar de Watts. O próprio Al Kooper, responsável pelos arranjos de metais na gravação, descreveu o momento de forma bem-humorada. Em entrevista à NPR, ele contou que Watts ficou impaciente com a insistência de Miller em mostrar como deveria ser a batida e simplesmente entregou as baquetas: "Por que você não toca, então?" Depois disso, saiu do estúdio e só voltou quando a gravação já estava finalizada.
Apesar do episódio inusitado, Watts eventualmente conseguiu encontrar sua própria forma de tocar a música ao vivo. Inclusive ela se tornou uma das mais tocadas ao vivo pelos Stones. Ironicamente, o baterista conseguiu gravar sem dificuldades outra canção dos Stones que, com seu ritmo acelerado e sincopado, poderia parecer mais complicada: "Mother's Little Helper". No fim das contas, "You Can't Always Get What You Want" se tornou um dos grandes clássicos da banda, com Jagger reconhecendo sua força: "É uma boa música, mesmo que eu diga isso. Tem um refrão marcante, um ótimo arranjo e um toque orquestral bem trabalhado por Jack Nitzsche".
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