A banda que deu uma de João-sem-braço no Deep Purple e enfrentou quente vingança
Por Gustavo Maiato
Postado em 16 de fevereiro de 2025
A rivalidade entre bandas de rock sempre gerou histórias curiosas, mas poucas são tão explosivas quanto o embate entre Deep Purple e Yes no Jazz and Blues Festival de Plumpton, na Inglaterra. O evento, realizado nos anos 1970, colocou as duas bandas no mesmo lineup, mas uma disputa sobre quem fecharia a noite terminou em caos.
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A confusão começou quando o Deep Purple reivindicou o posto de banda principal. No entanto, segundo relatos, o Yes teria simulado um atraso na logística, forçando o grupo de Ritchie Blackmore a subir ao palco antes. Para Blackmore, aquilo foi uma afronta – e ele decidiu revidar de forma extrema. "Queriam que tocássemos antes? Então ninguém mais toca"
Em entrevista à Billboard (via Igor Miranda), o baixista Roger Glover relembrou a noite tensa: "Ian Gillan e eu estávamos na banda há apenas alguns meses naquele momento. Houve uma discussão sobre quem fecharia o festival, e eles venceram. Ritchie ateou fogo em seus amplificadores e os fez explodir no palco. Com isso, o show do Yes atrasou muito e eles não ficaram nada felizes com isso."
O vocalista Ian Gillan, em depoimento resgatado no livro "Deep Purple 1968-1976", confirmou a versão e acusou o Yes de agir de má-fé: "O Yes deu uma de João-sem-braço e não apareceu no horário combinado, então tivemos que tocar primeiro. Queríamos fechar o show… na verdade, tinha sido acordado que fecharíamos, mas como eles não estavam por ali, tivemos que subir ao palco. Nossa ideia era fazer o palco vir abaixo e sermos a última banda do dia, quer o Yes gostasse ou não."
E foi exatamente o que aconteceu. Segundo relatos, Blackmore encharcou seus amplificadores com gasolina e pediu a um roadie para acender um pano embebido em querosene. O resultado foi uma explosão no meio do palco, com labaredas que obrigaram os organizadores a interromper o evento temporariamente.
Apesar do episódio incendiário, a rivalidade entre Deep Purple e Yes não deixou marcas duradouras. Glover afirmou que os encontros posteriores entre os músicos foram amigáveis: "Tivemos várias conexões desde então. Eles são uma ótima banda. Nós vimos Steve Howe alguns anos atrás. Sempre nos demos bem, sem ressentimentos."
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