Por que shows do Slayer são menores que os do Metallica, segundo Kerry King
Por Gustavo Maiato
Postado em 13 de fevereiro de 2025
O guitarrista Kerry King, lenda do thrash metal, revelou em entrevista ao Talk Louder Podcast (via Ultimate Guitar) por que os shows do Slayer sempre foram mais curtos que os do Metallica. Segundo ele, a intensidade das músicas da banda tornaria um show mais longo algo exaustivo tanto para os músicos quanto para o público.
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"Mesmo na reta final da carreira do Slayer, quando consideramos tocar por mais tempo, sempre ficávamos em torno de uma hora e meia, porque qualquer coisa além disso seria demais", explicou King.
Ele comparou a abordagem do Slayer com a do Metallica, que costuma fazer apresentações de mais de duas horas. "Não estou tirando nada do Metallica — deixe-me começar por aí. Mas eles têm muitas baladas, muitas músicas lentas que colocam no setlist. Nós não temos nada assim", disse.
Para King, adicionar mais tempo ao show significaria esgotar o público. "Se uma banda como o Slayer tocasse por uma hora e 45 minutos, mesmo que fosse só mais 15 minutos, teria uma sensação completamente diferente. O público estaria morto. Não porque não gostou, mas porque já não tem mais nada para dar", concluiu.
A conversa começou quando o guitarrista foi questionado sobre a duração do clássico "Reign in Blood" (1986), que tem apenas 29 minutos. Ele explicou que a velocidade das músicas foi aumentando naturalmente durante a gravação:
"Quando entramos no estúdio, o álbum não era tão rápido. Ele simplesmente evoluiu para ser assim. Quando percebemos, pensamos: ‘Ah, podemos colocar um lado inteiro da fita cassete com o álbum inteiro’, o que foi algo único e legal."
O disco conta com 10 faixas, sendo a mais longa "Angel of Death", com 4 minutos e 51 segundos. King revelou que havia pelo menos mais uma música inacabada na época: "Acho que ‘Born of Fire’ já existia musicalmente, mas só terminei a letra dela no ‘Seasons in the Abyss’. Acho que essa era a única que estávamos mexendo. Provavelmente havia outros riffs, mas nada perto de estar completo." No fim, King acredita que "Reign in Blood" tinha a duração ideal. "É tão furioso que não precisa de mais nada. Se tivesse mais alguma coisa, poderia ser demais."
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