O famoso guitarrista americano que se recusou a ouvir Eddie Van Halen
Por Bruce William
Postado em 29 de maio de 2025
Jerry Garcia e Eddie Van Halen nasceram em décadas diferentes, mas poderiam ter vindo de galáxias opostas. Enquanto Garcia guiava o Grateful Dead com improvisos longos e uma abordagem quase mística do som, Van Halen revolucionava a guitarra com precisão técnica e velocidade, transformando solos em rajadas de energia. A estética de um beirava o espiritual; a do outro, o impacto imediato.
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Nos anos 1980, essa oposição de estilos chegou a conviver no mainstream. O Grateful Dead, então com quase duas décadas de estrada, passou a lotar estádios. Van Halen, por sua vez, dominava as paradas com seu hard rock veloz. Não seria impossível um fã ver os Dead em um estádio numa noite e Van Halen na seguinte. Mas para Jerry Garcia, isso era impensável, e ele sequer se dava ao trabalho de ouvir o grupo rival.
Em entrevista à Frets Magazine, em 1985, Garcia foi direto ao ser perguntado sobre Eddie Van Halen: "Não, nunca escutei a sério", respondeu, conforme transcrição da Far Out. "Porque eu consigo ouvir o que está acontecendo ali. Não tem muita coisa que me interesse. Não é tocado com a deliberação que eu gosto. Falta uma certa elegância rítmica que eu gosto que a música tenha, que as notas tenham. Tem muitas notas e tal, mas elas não dizem muita coisa. São como pequenos aglomerados. É um tipo de música que eu entendo de certo modo, mas não é algo que me atraia."
Apesar da falta de interesse de Garcia, os caminhos das bandas se cruzaram de forma indireta. O vocalista Sammy Hagar, que entrou no Van Halen em 1985, tornou-se amigo próximo de Bob Weir, guitarrista base do Grateful Dead. Anos depois da morte de Garcia, Hagar revelou que foi cogitado para substituí-lo em uma formação derivada da banda: "Eles me chamaram para ser o cantor e guitarrista. Fiquei tentado... mas não queria me meter nessa parada."
Mesmo que Garcia tenha descartado o estilo de Van Halen, sua fala também revela uma visão pessoal sobre musicalidade, mais ligada à fluidez do que à virtuosidade. Enquanto Eddie queria impressionar pelo impacto, Jerry buscava uma experiência sensorial, quase meditativa. No fundo, talvez ambos tocassem com o mesmo nível de entrega, só que em linguagens que se recusavam a se entender.
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