A única banda de rock nacional que Tom Capone não conseguiu manter unida
Por Gustavo Maiato
Postado em 21 de maio de 2025
Durante uma entrevista ao canal Corredor 5, o engenheiro de som Álvaro Alencar relembrou os bastidores de produções marcantes com o produtor Tom Capone, uma das figuras mais influentes da música brasileira. Entre histórias emocionantes, um comentário se destacou: "Acho que a única coisa que ele não conseguiu fazer foi manter o Rappa junto. Mas tentou. E foi o mais longe que se podia."
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A fala se refere à complexa dinâmica interna da banda O Rappa, conhecida desde sua formação tanto por seu som potente quanto pelos conflitos entre os integrantes. Segundo Álvaro, Tom Capone tinha um talento raro para mediar divergências e unir artistas em torno da música. Era comum vê-lo aproximando lados opostos com uma conversa, um churrasco e, principalmente, com respeito à visão artística de cada um. "Ele conseguia botar duas pessoas que estavam se odiando na mesa e, quando saía, todo mundo já tava amigo, falando do próximo disco."
Essa habilidade diplomática, segundo Álvaro, fazia de Tom uma figura querida tanto no estúdio quanto dentro das gravadoras — ambientes, por vezes, marcados por tensões. "Ele era apaixonado por música, e por ajudar as pessoas. Isso criava um ambiente de confiança, onde todo mundo estava focado em fazer o melhor."
Confira a entrevista completa abaixo.
O Rappa, Tom Capone e Álvaro Alencar
Um dos álbuns mais marcantes da parceria entre O Rappa, Tom Capone e Álvaro Alencar é o álbum "O Silêncio Q Precede o Esporro", que marcou um momento decisivo na história da banda. Lançado em 2003, foi o primeiro álbum sem Marcelo Yuka e o último produzido por Capone, que faleceu no ano seguinte, em um acidente de moto. O disco rendeu sucessos como "Rodo Cotidiano", "Reza Vela" e "Mar de Gente", além de trazer colaborações de peso, como Zeca Pagodinho e a rapper argentina Malena D’Alessio.
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