Por que Sisters of Mercy não pode ser considerada uma banda gótica, segundo guitarrista
Por Gustavo Maiato
Postado em 31 de agosto de 2025
A lendária banda britânica The Sisters of Mercy está prestes a desembarcar para sua aguardada turnê pela América Latina, que passará por México, Brasil, Argentina e Chile entre setembro e outubro de 2025. A série de shows tem produção da Top Link Music, que comemora 35 anos de atuação trazendo alguns dos maiores nomes do rock mundial ao público latino-americano.
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Formada em 1980, em Leeds (Inglaterra), a banda liderada por Andrew Eldritch se tornou um dos nomes mais cultuados do rock alternativo. Sua sonoridade, que mescla pós-punk, darkwave e elementos industriais, sempre levou The Sisters of Mercy a ser apontada como referência do movimento gótico — rótulo que a banda, no entanto, nunca abraçou.
Em entrevista concedida a Gustavo Maiato, do Whiplash.Net, o guitarrista Ben Shapiro explicou por que não considera o grupo gótico, apesar da estética sombria que sempre acompanhou suas apresentações.
"Gótico é um termo muito amplo e pode significar qualquer coisa, desde um desenho animado com morcegos e bruxas até arquitetura ou Edgar Allan Poe. Nós, como banda, não nos associamos ao termo gótico porque não temos relação nem com esse lado quase cômico, nem com a parte triste e depressiva da palavra. O Sisters of Mercy nunca foi uma banda triste ou deprimente. Nossa música é edificante, incisiva, enigmática e traz um senso de poder e comunidade para quem está fora do mainstream", declarou.
Apesar disso, Shapiro afirma admirar a estética gótica fora da música. "Pessoalmente, eu gosto muito de vários aspectos góticos em literatura, arte, filmes, livros. E acho a estética incrível: a maquiagem, as roupas, os acessórios, os piercings... tudo isso é deslumbrante. Existe uma sobreposição enorme entre o visual gótico e o rock/metal, e isso é fenomenal. Mas quando falamos do The Sisters of Mercy, nós não nos consideramos uma banda gótica."
Com hits eternos como "Temple of Love", "This Corrosion", "Dominion/Mother Russia" e "Lucretia My Reflection", o grupo promete shows intensos e atmosféricos em sua passagem pelo continente, reafirmando sua relevância mesmo com uma discografia curta, mas absolutamente influente.
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