Quando Steve Vai perdeu para Yngwie Malmsteen; "Eu não conseguia fazer aquilo"
Por Bruce William
Postado em 23 de agosto de 2025
O universo da guitarra já promoveu encontros memoráveis, mas poucos foram tão intensos quanto o embate entre Steve Vai e Yngwie Malmsteen. Em 2016, os dois dividiram palco no projeto Generation Axe, supergrupo que reunia alguns dos maiores virtuoses do instrumento. A cada noite, o ponto alto era o duelo em "Black Star", clássico de Yngwie que se transformava em terreno para um verdadeiro choque de estilos.
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Billy Corgan, do Smashing Pumpkins, esteve presente em uma dessas apresentações em Dallas e não escondeu o impacto que presenciou. Ao relembrar a cena com Vai, ele contou para a Guitar World: "Ele tocou uma sequência que eu nem consigo descrever. Foram provavelmente os maiores dez segundos de guitarra que já vi na minha vida. E quando chegou a sua vez, você simplesmente disse: 'Ok, terminei'", recordou entre risos daquele exato instante, que pode ser visto aos quatro minutos e dez segundos do vídeo a seguir.
O próprio Vai admite que aquele momento ficou marcado. Aos seus olhos, Malmsteen era - e continua sendo - um caso à parte: "Yngwie é especial. Eu sempre gostei da ideia de 'shred' e desenvolvi isso. Mas quando ele surgiu, era um tipo diferente de shred. A base dele vinha do violino, o ouvido interno dele buscava coisas que não eram tipicamente guitarrísticas."
Essa diferença de origem musical tornava cada duelo imprevisível. Vai explica que nessas situações não há como tentar competir de igual para igual: "Com caras como o Yngwie, você não compete. Se você é inteligente, compete apenas consigo mesmo, com o melhor de você. Então eu precisava ser mais Steve Vai do que nunca - aquele cara estranho, esquisito - porque eu não faço o que ele faz. Eu não conseguia fazer aquilo."
E foi justamente essa admissão, feita com humor no palco e reforçada depois em entrevistas, que transformou o embate em algo maior do que uma disputa de técnica. A cena de Steve Vai rindo, sem sequer tentar reproduzir o que Yngwie havia acabado de fazer, sintetizou não uma derrota, mas um reconhecimento: alguns músicos carregam uma assinatura tão única que o mais sábio é apenas ouvir, aprender... e aplaudir.
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