Max Cavalera conta como ser expulso de vários colégios o levou ao Sepultura
Por Emanuel Seagal
Postado em 02 de setembro de 2025
O espírito rebelde de Max Cavalera começou na infância. O jovem mineiro que colocou Belo Horizonte no mapa do metal mundial não se dava muito bem com regras, algo que ficou evidente quando sua mãe tentou colocá-lo num colégio militar.
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"A primeira coisa que você tinha que fazer era cortar o cabelo. Eu já tinha cabelo comprido, então isso não iria rolar", relembrou Max em conversa com Dave Everley, da revista Metal Hammer.
"Eu e Iggor fomos expulsos de três escolas. Éramos raivosos, vivíamos em condições que não eram muito boas, éramos encrenqueiros. Teve o colégio militar, depois o colégio católico, com freiras e tal, isso não deu certo também. Depois teve a escola pública, e fomos expulsos dela, pois nós e alguns amigos destruímos todos os bebedouros dos banheiros. Vandalismo puro! Essa foi a gota d'água. Falamos para nossa mãe que iríamos desistir do colégio para fazer música e ela disse: 'É contra o que quero, mas se escolheres a música, tens que ir 1000%. Nada de desistir após um mês. Continue!' E foi isso que fizemos", afirmou.
Segundo ele, quando começaram o Sepultura, ele mal sabia tocar guitarra, mas sua força de vontade e atitude compensaram. "Principalmente quando começamos a ouvir coisas mais pesadas. Notamos que as bandas não eram tão técnicas e você não precisava ser virtuoso para tocar", disse.
Max deixou o Sepultura em 1997, no auge da popularidade do grupo, graças ao emblemático "Roots". Sua saída foi conturbada, e ocorreu após a decisão dos outros membros de demitir Gloria Cavalera, sua esposa e empresária da banda na época. Desde então, ele criou as bandas Soulfly, Killer be Killed, Go Ahead And Die e Cavalera Conspiracy, lançando mais de vinte álbuns.
Apesar das brigas do passado, ele diz sentir orgulho de sua decisão e também do seu passado no Sepultura. "Tenho orgulho do que conquistamos, fazendo discos tão incríveis que tiveram um impacto em pessoas do mundo todo", afirmou, acrescentando: "Se tivesse ficado na banda, teria sido errado para minha integridade. Eu não poderia cantar aquelas músicas naquele ambiente. Estava me matando, então tive que tomar uma atitude drástica. Eu jamais me arrependi disso."
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