Max Cavalera diz que há um "verso contraditório" em "Chama", novo disco do Soulfly
Por Mateus Ribeiro
Postado em 25 de novembro de 2025
O músico brasileiro Max Cavalera parece incansável. Na ativa há quatro décadas, ele construiu um currículo invejável, iniciado pela fundação do Sepultura - banda que integrou entre 1984 e 1996, em uma trajetória marcada por criatividade, reinvenção e uma saída turbulenta que até hoje desperta debates entre os fãs. Após deixar o grupo, deu início ao Soulfly, que permanece como seu principal projeto. Paralelamente, segue ativo em outras frentes, como o Cavalera, o Killer Be Killed, o Go Ahead and Die e o Nailbomb.
O registro mais recente do Soulfly é "Chama", lançado em outubro deste ano. O álbum foi tema de uma entrevista que o frontman concedeu ao site Blabbermouth.

Durante o bate-papo, o entrevistador David E. Gehlke observou que "Chama" é um trabalho "raivoso". Max comentou a afirmação: "É uma raiva um pouco mais controlada do que antes. Ainda está presente. O mundo é um lugar fodido; continua fodido. Está ficando ainda mais fodido. Gosto de pensar que no metal há menos preconceito, menos racismo, menos sexismo - somos pessoas mais abertas. Se você não consegue transmitir uma mensagem sem ser moralista, acho legal."
Na sequência, o artista afirmou que o álbum traz mensagens que não são tão claras e diretas. Ele também destacou que um dos versos do trabalho é "contraditório".
"Há coisas que precisam ser ditas em algumas das músicas. O álbum tem alguns pontos de interrogação. Sou um cara espiritual, mas há uma frase no álbum que diz: 'Não acredito em nada'. É uma frase muito contraditória. Gosto disso; faz com que tudo não seja tão preto no branco."
A frase citada por Max faz parte de "Nihilist", faixa dedicada a Lars Göran Petrov, vocalista do Entombed, falecido em 2021. Leia mais na nota a seguir.
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