Matérias Mais Lidas


Outras Matérias em Destaque

As cinco piores músicas do Slayer, segundo o Loudwire

O hit do rock nacional que boa parte do Brasil não sabe o que significa a gíria do título

É contradição comunista defender liberdade? Confira resposta de Mao do Garotos Podres

A música do Black Sabbath que tem o melhor riff de todos os tempos, segundo Max Cavalera

As músicas que o Megadeth tocou em mais de mil shows

Dave Grohl escreveu uma música para Ozzy Osbourne - que a descartou

The Halo Effect lança single em colaboração com Heaven Shall Burn e The Black Dahlia Murder

A resposta de Cliff Burton a quem diz que Metallica se vendeu no "Master of Puppets"

"Não tenho mais qualquer relação com Wolf Hoffmann", declara Udo Dirkschneider

Aquiles Priester vetou ida de Thiago Bianchi ao Angra? Vocalista esclarece história

A banda que o ex-Guns N' Roses Bumblefoot chama de "trilha de Satanás para um funeral"

Veja homenagem a Ozzy Osbourne no BRIT 2026 com tributo em "No More Tears"

Música que dá nome ao documentário do Iron Maiden já foi considerada uma das piores da banda

Vocalista do Lamb of God decidiu ficar sóbrio durante turnê com o Metallica

Erik Grönwall, ex-vocalista do Skid Row, anuncia disco solo e lança faixa-título


O álbum dos Titãs que teve o nome alterado por direitos autorais de filme

Segundo o livro "A Vida Até Parece Uma Festa: A História Completa dos Titãs", o disco "Titanomaquia", lançado em julho de 1993, foi o mais sombrio e provocador da carreira da banda. O título, inspirado na mitologia grega - o confronto entre os deuses olímpicos e os titãs -, foi sugerido pelo artista Fernando Zarif, responsável também pela capa.

O lançamento marcou uma virada na trajetória do grupo. Pela primeira vez, um álbum dos Titãs saía simultaneamente em CD e vinil, refletindo a modernização da indústria fonográfica da época. Mas o conteúdo era tudo menos comercial. "Em todos os aspectos, era o disco mais sombrio dos Titãs. Além do repertório avesso ao que as rádios tocavam e algumas letras fortes e agressivas", descreve o livro.

Titãs - Mais Novidades

Foto: Divulgação - Bob Wolfenson
Foto: Divulgação - Bob Wolfenson

A primeira tiragem, com 60 mil cópias, vinha embalada em um saco preto, "como os de lixo" - um gesto simbólico que servia como resposta direta às críticas duras que haviam "massacrado" o álbum anterior, "Tudo ao Mesmo Tempo Agora" (1991).

Os Titãs chegaram a cogitar um título ainda mais provocativo. "'A Volta Dos Mortos-Vivos' seria a melhor forma de rasgar o atestado de óbito assinado pela imprensa especializada", relatam os autores. No entanto, a ideia precisou ser abandonada após esbarrar em direitos autorais do filme homônimo.

Entre as faixas, duas músicas se destacavam logo na abertura: "Será Que É Isso Que Eu Necessito?" e "Nem Sempre Se Pode Ser Deus". Ambas sintetizavam o espírito combativo do grupo naquele momento. A primeira, composta por Sérgio Britto, funcionava como um desabafo, com versos que questionavam a pressão externa e a opinião pública:

"Quem é que se importa com o que os outros vão dizer?
Quem é que se importa com o que os outros vão pensar?
Será que é isso que eu necessito?"

Já "Nem Sempre Se Pode Ser Deus", assinada por Branco Mello e Britto, reforçava a postura desafiadora:

"Não é que eu vou fazer igual,
Eu vou fazer pior."

O livro destaca que, mais do que um disco, "Titanomaquia" representou um gesto de resistência. "Era o disco mais sombrio dos Titãs", repetem os autores, sublinhando o tom pesado e introspectivo da obra - musicalmente distante do pop-rock que havia tornado o grupo um sucesso nos anos 1980.


Sobre Gustavo Maiato

Jornalista, fotógrafo de shows, youtuber e escritor. Ama todos os subgêneros do rock e do heavy metal na mesma medida que ama escrever sobre isso.
Mais matérias de Gustavo Maiato.