Regis Tadeu detona AC/DC e afirma que eles viraram "banda cover de luxo"
Por Gustavo Maiato
Postado em 17 de novembro de 2025
O crítico musical Regis Tadeu reacendeu um debate feroz entre fãs do AC/DC ao publicar um vídeo em que afirma, sem rodeios, que não pretende assistir à turnê brasileira da banda em 2026. Para ele, o grupo que voltará ao país no próximo ano está longe de ser o mesmo que incendiou palcos nacionais em outras décadas.
No vídeo, Regis relembra as apresentações históricas que viu - inclusive com Brian Johnson em plena forma, "com aquela voz de dragão entupido de birita" - e afirma que prefere preservar essas memórias do que ver o atual estado da banda. Segundo ele, a formação contemporânea, que traz o baterista Matt Laug e o baixista Chris Chaney como músicos contratados, perdeu elementos essenciais do DNA do AC/DC. "Isso não é o AC/DC, cara. É uma banda cover de luxo", disparou, afirmando que o grupo perdeu sua identidade após a morte de Malcolm Young e a saída de membros clássicos como Cliff Williams e Phil Rudd.

Regis Tadeu e AC/DC
Regis também critica duramente o desempenho vocal de Brian Johnson, dizendo que o lendário frontman hoje "balbucia as letras" tentando encaixar as frases no compasso. Após assistir a diversos vídeos da turnê atual, o crítico afirmou ter sentido "tristeza e desânimo", destacando que Brian estaria cantando "horrivelmente, fraco e desafinado", sem a potência que o consagrou.
Outra parte que chamou atenção do público foi a avaliação de Regis sobre Angus Young. Embora reconheça o guitarrista como uma figura mitológica, ele diz ter se surpreendido ao notar falhas nos solos e erros em entradas de músicas icônicas. "Eu vi vídeos em que o Angus erra andamento, erra entrada… uns bends que não pegam, riffs escorregados. É inacreditável", comentou. Para ele, trata-se do resultado inevitável de cinco décadas de estrada, artrites e desgaste físico acumulado.
Apesar das críticas, Regis não desencoraja quem nunca assistiu ao AC/DC. Ao contrário: ele afirma que os novatos devem aproveitar enquanto ainda há chance. "Corre, compra ingresso, paga o que for. Provavelmente essa é a última turnê", aconselhou. Na visão dele, mesmo que hoje seja "uma sombra do passado", a banda ainda carrega "resquícios do fogo original", o suficiente para proporcionar a sensação de ver lendas vivas no palco.
O crítico encerra dizendo que, para quem já testemunhou o auge, como ele, é hora de se despedir - não por falta de amor, mas justamente para preservar aquilo que viu e ouviu no passado. "Obrigado pelas memórias, Angus e Brian, mas eu tô fora", concluiu.
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