As duas músicas que Robert Plant e Jimmy Page apontam como o auge do Led Zeppelin
Por Bruce William
Postado em 15 de novembro de 2025
Ao longo dos anos, tanto Plant quanto Page sempre escaparam daquele clichê de escolher "a melhor música" da banda. A resposta padrão costuma ser a de que cada faixa marca uma fase, um contexto, um tipo de experimento diferente. Vindo de um grupo com um catálogo enxuto, mas cheio de composições fortes, a recusa em eleger um único destaque sempre soou coerente com o cuidado que eles têm com a própria história.
Esse cuidado ficou evidente quando o Led Zeppelin decidiu encerrar as atividades após a morte de John Bonham, em 1980. Em vez de procurar outro baterista e seguir adiante, o grupo divulgou o famoso comunicado explicando que não faria sentido continuar sem o amigo, mantendo intacta a identidade construída em pouco mais de uma década. Essa postura ajuda a medir o peso de qualquer declaração em que os próprios integrantes se aproximam da ideia de um "ponto máximo" criativo.

Em entrevista resgatada pela Classic Rock/Louder, Robert Plant admitiu que gostaria que o grupo fosse mais associado a uma faixa específica do que a "Stairway To Heaven". Sobre ela, ele disse: "Gostaria se lembrassem da gente por 'Kashmir', mais do que por 'Stairway to Heaven'. Ela é tão redonda; não há nada sobrando, nenhum histerismo vocal. Zeppelin perfeito". Ao destacar essa música, ele aponta para uma composição em que letra, andamento, arranjo e clima sustentam a imagem de uma banda madura, segura do que queria soando pesada sem depender de exageros.
Jimmy Page segue na mesma linha. Em declarações sobre a própria obra, o guitarrista já reconheceu que, entre tantas faixas marcantes, "Kashmir" ocupa um lugar especial, chegando a dizer: "'Kashmir' tem que ser a escolhida" Ele também relembrou o processo de criação como algo intenso a ponto de classificá-lo como "assustador", enfatizando que, ao final, todos tinham certeza de que havia ali uma qualidade hipnótica difícil de descrever, mas impossível de ignorar.
A escolha dos dois recai justamente sobre a faixa de "Physical Graffiti" (1975) construída em cima de um riff repetitivo, batida marcada e orquestrações que ampliam o peso sem transformar a música em espetáculo vazio. A estrutura lenta, a tensão constante e o uso da afinação alternativa dão a sensação de jornada longa, que foge da fórmula mais comum do hard rock da época e, ainda assim, se manteve central nos shows da banda durante os anos 70.
Quando Plant e Page convergem em "Kashmir" como a melhor síntese do Led Zeppelin, não estão apenas escolhendo uma favorita pessoal: indicam a faixa em que a banda conseguiu reunir, de forma clara, elementos que buscou durante toda a carreira - peso, repetição hipnótica, exploração rítmica e uma atmosfera própria. Para quem procura um ponto de partida para entender o grupo além dos clássicos mais óbvios, é justamente ali que os dois autores sugerem prestar atenção primeiro.
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