O que significa "Ruby, Ruby, Ruby, Ruby", do Kaiser Chiefs - e por que não é sobre mulher
Por Gustavo Maiato
Postado em 13 de dezembro de 2025
Entre os hits britânicos dos anos 2000, poucos gritam tão alto quanto "Ruby", do Kaiser Chiefs. O refrão repetitivo virou cartão-postal da banda, sustentando o sucesso de "Yours Truly, Angry Mob" (2007) e levando o grupo ao topo das paradas britânicas. À primeira vista, tudo indica tratar-se de uma canção sobre uma mulher que ocupa todos os pensamentos do narrador - mas a verdadeira inspiração nunca foi exatamente um romance, como revelou o compositor Nick Hodgson.

Em vídeo divulgado pelo canal The Other Songs, e citado pelo NME, o ex-baterista e principal letrista contou a cena que deu origem ao refrão: "Eu estava tocando um verso no teclado quando alguém chamada Ruby entrou, e então eu cantei 'Ruby, Ruby, Ruby, Ruby…'". Durante anos, a banda nunca disse quem era essa Ruby, mas Hodgson encerrou o mistério. "Posso contar agora: Ruby era um cachorro", afirmou, arrancando risadas da plateia.
O músico já havia comentado o assunto em um vídeo no TikTok, no qual toca uma versão ao piano. Um texto na tela dizia: "Ruby era o cachorro da nossa família", acompanhado da foto de um labrador preto. A explicação era simples: a cadela entrou no cômodo durante o processo de composição, e o nome acabou virando gancho irresistível para o refrão. "Fico muito feliz que ela entrou", escreveu Hodgson ao finalizar o vídeo.
Apesar disso, a letra conduz o ouvinte a crer que Ruby é uma pessoa, como mostram os versos de Ricky Wilson (via Letras.Mus): "Let it never be said that romance is dead / 'Cause there's so little else occupying my head". Mais adiante, o narrador pergunta: "Do ya know what you're doing to me?", reforçando a ilusão de um interesse amoroso. O contraste entre o clima de "paixão platônica" e a real fonte de inspiração - um animal de estimação - só torna a música mais irônica e divertida. Tradução: "nunca deixe dizerem que o romance está morto / Por que há tão poucas outras coisas ocupando minha mente / Você sabe o que está fazendo comigo?".
Hodgson deixou o Kaiser Chiefs em 2012 após 15 anos, explicando ao NME que a saída foi amigável e planejada: "Eu já tinha dito um ano antes que queria sair aos 35, e ninguém ficou surpreso". O músico passou a dedicar mais tempo ao estúdio como compositor e produtor, e lançou o álbum solo "Tell Your Friends" em 2018. Mesmo assim, ele admite que ainda acompanha a banda, embora seja "uma sensação muito estranha ouvir as músicas novas".
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor disco do Iron Maiden, de acordo com o Ultimate Classic Rock
5 músicas de heavy metal que todo tiozão brasileiro se lembra com carinho
Dave Mustaine cita seus guitarristas preferidos de todos os tempos
A melhor época do U2, de acordo com o guitarrista The Edge
Vocalista do Queensryche reconhece que maioria dos fãs só gosta dos primeiros discos
O vocalista que entrou em uma banda clássica no pior momento possível para o heavy metal
"Acordo toda manhã e penso: 'Meu Deus, isso ainda continua'", diz Roger Glover
Os cinco maiores compositores de todos os tempos para Roger Waters
Guitarrista não se arrepende de ter recusado proposta de voltar ao Megadeth
O controvertido álbum dos anos setenta que Roger Waters colocou entre seus cinco favoritos
Gene Simmons diz que quem não gosta dos EUA deve voltar para "o lugar de onde veio"
O melhor álbum de rock progressivo de cada ano dos anos 1970, segundo a Loudwire
O pior disco do Iron Maiden, de acordo com o Ultimate Classic Rock (e não é "Virtual XI")
O hit de 1958 que Jimmy Page e Bob Dylan concordam ser obra-prima: "Fenomenal"
O hino clássico do Metallica que fala abertamente sobre vício em drogas


Lista: relembre 15 grandes músicas lançadas em 2007 (e veja como o tempo passou voando)


