Cozy Powell sugeriu "Satanic Verses" como nome de álbum do Black Sabbath
Por Mateus Ribeiro
Postado em 03 de dezembro de 2025
O Black Sabbath viveu uma fase bastante singular no final dos anos 1980 e início dos 1990, quando Tony Martin assumiu os vocais e a banda passou a explorar atmosferas mais épicas e obscuras. Nesse mesmo período, o renomado baterista Cozy Powell também integrou o grupo liderado pelo guitarrista Tony Iommi, contribuindo tanto musicalmente quanto nos bastidores.
Cozy teve duas passagens pelo Sabbath (1989–1991 e 1994–1995) e participou dos álbuns "Headless Cross" (1989), "Tyr" (1990) e "Forbidden" (1995). Durante o processo de gravação do segundo desses trabalhos, ele apresentou uma ideia curiosa, relembrada por Tony Martin em participação no podcast Now Spinning Magazine. O vocalista contou que, enquanto buscavam um nome para o sucessor de "Headless Cross", Cozy surgiu com uma sugestão no mínimo inusitada.
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"Estávamos gravando, quando a gerência nos ligou e disse: 'Precisamos mesmo de um nome para este álbum'. E Cozy disse: 'Eu tenho um. Vamos chamá-lo de Satanic Verses'. Nós perguntamos: 'O quê, como o livro do Salman Rushdie?'. Ele disse: 'Sim, seria uma ótima publicidade'. Nós respondemos: 'Sim, mas todos nós estaríamos mortos'."
A proposta, naturalmente, foi descartada. No fim das contas, Tony Iommi e seus companheiros optaram por "Tyr", título que remete à cultura viking. Martin explicou como a escolha se consolidou.
"Então, tivemos dificuldades, mas eles [provavelmente, o pessoal da gravadora] se depararam com a arte. Tínhamos feito 'Anno Mundi', 'Gates of Valhalla' e tudo mais. Eles disseram: 'E se fosse... Tyr?'. Por mim, tudo bem. Então, o projeto assumiu o tema viking. Nessa época, eu já estava pensando, depois de ter feito 'Headless Cross' e começado a me interessar pelos vikings e coisas do tipo. Como você sabe, os vikings não foram exatamente bons para nós [...]. Mas eu também tinha interesse neles."
"Tyr" foi gravado por Tony Martin (vocal), Tony Iommi (guitarra), Neil Murray (baixo), Cozy Powell (bateria) e Geoff Nicholls (teclado). Clique no link abaixo para conferir uma resenha sobre esse álbum que, por muitas vezes, é injustamente esquecido.
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