O critério que Angra adotou para escolher Alírio Netto, segundo Felipe Andreoli
Por Gustavo Maiato
Postado em 17 de abril de 2026
A chegada de Alírio Netto ao Angra foi tratada por parte do público como uma virada inesperada, mas dentro da banda a ideia não era nova. Em conversa com o Lado A Podcast, Felipe Andreoli, baixista do grupo e também integrante do Matanza Ritual, desmontou a aura de improviso em torno da decisão e detalhou o raciocínio técnico e humano que, segundo ele, fez de Alírio a única escolha viável para o posto.
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Andreoli afirma que conhece o cantor há mais de duas décadas e que o nome dele rondava as conversas internas há muito tempo. "Conheço o Alírio há muitos e muitos anos. Eu conheci o Alírio no BMU em 2004, 2005", relata. Ele admite que, em mais de uma transição anterior da banda, o vocalista já havia sido cogitado. "O nome do Alírio circulou entre nós várias e várias vezes."
Alírio Netto no Angra: uma escolha adiada por mais de uma década
O baixista vai além e revela ter defendido a contratação do vocalista em momentos bem anteriores à atual formação. "Eu tinha para mim desde sempre que o Alírio era o cara caso um dia a gente precisasse de um cantor", afirma. Segundo Andreoli, o encaixe vocal e a postura de palco do cantor sempre pareceram compatíveis com o repertório do grupo, mesmo em épocas em que a banda passava por outras transições de formação.
A fala expõe um bastidor pouco conhecido do público: a escolha do novo vocalista não foi uma resposta emergencial a uma crise, mas a maturação de uma hipótese antiga. "Eu teria colocado o Alírio na banda há 13 anos atrás", dispara o baixista, em uma das declarações mais contundentes da entrevista. O comentário sugere que o nome foi mantido em um radar interno por uma geração inteira de shows e discos.
Novo vocalista do Angra e o critério técnico por trás da decisão
Andreoli faz questão de separar amizade e escolha profissional. Ele lembra que é padrinho de casamento de Alírio e que o vínculo pessoal atravessa as três gerações atuais do grupo, mas rejeita a leitura de que o cantor entrou por proximidade. "Ele não entrou porque ele é meu amigo, que eu tenho um monte de amigo que canta", diz. "Ele entrou porque ele é um cantor capaz de cantar com maestria as três fases do Angra, André, Edu e Fábio."
O baixista sustenta o argumento listando competências específicas. "Ele é um cara muito profissional, ele toca piano, ele conhece música brasileira. Ele conhece o Angra de trás para frente, de cabo a rabo. Ele é muito fã dessa banda e ele tinha esse sonho de cantar no Angra." A combinação de versatilidade vocal, repertório de formação clássica e identificação pessoal com a obra aparece, no relato, como o tripé que sustentou a decisão.
A entrevista também adianta detalhes dos próximos passos da banda com o novo vocalista. Andreoli confirma um show no Porão do Rock em que Alírio assumirá integralmente os microfones, com a participação de Kiko Loureiro durante toda a apresentação. "Vai ser a banda atual com Alírio no vocal e três guitarras. Participação do Kiko no show inteiro", explica, ao indicar que a montagem funcionará como um dos primeiros testes oficiais da nova configuração em território brasileiro.
Para o Angra Rebirth, evento comemorativo que marca o retorno a uma formação histórica, o baixista descreve uma estrutura dividida em três atos. "A gente vai ter um primeiro ato com a banda atual, tocando as coisas da fase do André e da fase atual. Depois um segundo ato só com a formação do Rebirth no palco. E um terceiro ato juntando e misturando as galeras no final, todo mundo junto." A promessa é traduzir em palco a ideia que, segundo Andreoli, justificou a entrada de Alírio Netto: a capacidade de atravessar todas as eras do Angra sem perder identidade.
Confira a entrevista completa abaixo.
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