O melhor álbum dos Beatles de todos os tempos, segundo filho de John Lennon e Yoko Ono
Por Gustavo Maiato
Postado em 30 de maio de 2026
Sean Ono Lennon apontou Revolver, lançado pelos Beatles em 1966, como o disco da banda que mais admira. Segundo Kelly Murphy, da Far Out Magazine, o filho de John Lennon vê o álbum como um ponto de virada em que o grupo encontrou plena liberdade artística e ajudou a redefinir o que o rock poderia ser.
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A Far Out afirma que muitas pessoas consideram Revolver o melhor disco dos Beatles por reunir experimentação, canções fortes e uma sensação de obra atemporal. Para a publicação, o álbum marcou o momento em que o grupo mostrou que já não estava interessado apenas em sucesso popular, mas em expandir os limites da música.
Sean explicou à Uncut que a força do disco vem do ritmo criativo absurdo em que os Beatles estavam naquele período. "Eles estavam se movendo a uma velocidade inacreditável", afirmou. Para ele, os integrantes "tinham encontrado seu auge como indivíduos e estavam reivindicando seu poder como artistas".
A experiência de ouvir Revolver, segundo Sean, parecia "atravessar uma porta". Ele destacou especialmente "Tomorrow Never Knows" e "I'm Only Sleeping", que definiu como "o nascimento da música psicodélica".
A relação de Sean com "I'm Only Sleeping" também tem um lado pessoal. Quando era criança, ele entendia a música de forma literal, como uma canção sobre alguém que só queria dormir mais. Com o tempo, passou a enxergar nela uma prova da capacidade dos Beatles de transformar ideias simples em algo estranho, profundo e inovador.
Para Sean, o álbum mostra como John Lennon conseguia criar músicas poderosas com poucos elementos. Ao comentar "I'm Only Sleeping", ele disse que seu pai "podia alcançar tudo isso com apenas alguns acordes, uma letra legal e uma grande melodia".
A Far Out observa que Revolver ainda provoca uma sensação rara no ouvinte. O disco faz a pessoa se perguntar exatamente o que está ouvindo. Ao mesmo tempo, soa desafiador e confortável, como se os Beatles tivessem juntado sonhos, pesadelos e ideias fragmentadas em uma obra que parece lógica e absurda ao mesmo tempo.
O álbum veio depois de Rubber Soul, lançado em 1965, outro disco frequentemente visto como marco na evolução da banda. Mas, em vez de repetir a fórmula, os Beatles avançaram. John Lennon chegou a definir o novo trabalho, em 1966, como algo em que "vale tudo", com um estilo "muito diferente" do que haviam feito antes.
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