King Crimson não volta mais, garante Robert Fripp
Por João Renato Alves
Postado em 25 de maio de 2026
O King Crimson realizou seu último show no dia 8 de dezembro de 2021, em Tóquio, Japão. De tempos em tempos, rumores sobre uma possível reunião pipocam. No entanto, o guitarrista e líder Robert Fripp, garante que a história está definitivamente encerrada. Em entrevista à revista Uncut, o músico revelou seus motivos.
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"Quando toco no nível que estabeleci para mim mesmo – que, em termos do King Crimson, é 'Fracture', 'Larks' Tongues In Aspic, Part Four', 'Frame By Frame', o que equivale a semicolcheias a 156 a 158 batidas por minuto – quero dizer, isso é guitarra de nível olímpico, puramente físico. A dificuldade foi que, depois de um ano de pausa por causa da Covid, é muito difícil recuperar isso. Há um certo tipo de execução que agora, tenho que admitir, é um grande desafio. Hoje, não sinto necessidade de me apresentar em público."
Fripp sofreu um ataque cardíaco no ano passado, o que o obrigou a se submeter a uma cirurgia de emergência. Hoje, o artista está muito melhor e vê o incidente assustador como uma espécie de bênção disfarçada.
"Encaro isso como uma mudança benevolente no rumo da minha vida. Vou à academia regularmente. Atualmente, estou levantando 120 quilos no levantamento terra, 75 no supino, fazendo agachamentos com peso, alongamentos, exercícios de equilíbrio e ioga. Há décadas, talvez nunca tenha me sentido tão saudável ou presente para comigo mesmo."
Robert ainda observou que "apoia totalmente" os diversos grupos derivados que continuam a executar o material da banda. O que mais tem se destacado é o Beat. Comandado pelo guitarrista e vocalista Adrian Belew, o projeto executa músicas lançadas nos três álbuns gravados pelo King Crimson nos anos 1980: "Discipline" (1981), "Beat" (1982) e "Three of a Perfect Pair" (1984). A formação ainda conta com Steve Vai na guitarra, Tony Levin (Peter Gabriel) no baixo e Danny Carey (Tool) na bateria.
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